Atualizado em 22/04/2026 – 15:13
Há uma ironia cruel em uma esquerda que governa com eficiência e depois recusa o crédito de ter governado com eficiência. Este texto não é um panfleto, mas um esforço de pensamento político rigoroso que parte dessa constatação. Forças políticas incapazes de realizar o balanço honesto de sua própria trajetória tendem a oscilar entre a autocomiseração e o oportunismo. A esquerda capixaba, às vésperas de 2026, necessita de clareza analítica — não de autoflagelação, tampouco de triunfalismo. A tese que sustento é direta: o campo progressista não apenas participou do ciclo político capixaba de 2002 a 2026; ele operou como condição de possibilidade para a existência desse ciclo. Negar esse protagonismo em nome de uma postura crítica de ocasião não constitui autocrítica. Trata-se de amnésia voluntária, com custo estratégico severo.
Para compreender a densidade desse protagonismo, é imperativo observar a história da participação democrática do povo capixaba na escolha de seus governantes. A partir de 1982, o Espírito Santo passou a acompanhar o voto progressista do Sudeste desenvolvido na eleição de governadores e bancadas federais, elegendo políticos forjados na luta contra o regime militar. No entanto, destaco que nos últimos 30 anos os governos de SP, MG e RJ foram hegemonicamente governados por forças de direita sem a participação da esquerda, o Espírito Santo foi diferente.
Antes visto como um estado submetido às oligarquias agrárias, o Espírito Santo inaugurou uma tradição em que todos os governadores eleitos nos ciclos democráticos de 1947 a 1964 e de 1982 a 2022 chegaram ao poder com o apoio de forças da esquerda e do campo progressista. De Carlos Lindenberg e Francisco Lacerda de Aguiar, passando por Gerson Camata, Max Mauro, Albuíno Azeredo e Vitor Buaiz, até chegar a Paulo Hartung e Renato Casagrande. A única exceção em mais de sete décadas de normalidade democrática foi a eleição de José Ignácio Ferreira em 1998 — pleito no qual o próprio Renato Casagrande concorreu ao governo com o apoio da esquerda —, mas o eleito, filiado ao PSDB, não representava o reacionarismo. O fato incontestável é que o Espírito Santo nunca elegeu um governador apoiado pela estratégia nacional, ou local, da extrema direita. Existe, portanto, um lugar histórico de protagonismo da esquerda e de tolerância nos espectros das alianças da grande política na construção democrática do estado que não pode ser suprimido.
O ano de 2002, marco inicial do atual ciclo, representou uma refundação política dupla — nacional e estadual — cuja pregnância ainda estrutura o debate do presente. Em outubro daquele ano, Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República, inaugurando o mais longo período de governo de centro-esquerda da história republicana. Simultaneamente, no Espírito Santo, Paulo Hartung venceu a eleição para governador pelo PSB, encerrando uma era de desorganização institucional. O contexto capixaba pré-2002 era de patologia sistêmica documentada, com milícias policiais operando como estruturas paralelas de poder, assassinatos de testemunhas, tráfico de influência entre o crime organizado e o aparelho do Estado, e um passivo a descoberto equivalente a 44,6% da receita estadual. O Espírito Santo figurava nas pesquisas da época como um dos estados mais violentos do país. Era, em sentido técnico, um ente federativo em processo de captura institucional por forças criminosas.
A eleição de Hartung em 2002 não foi a expressão caudilhista de um salvador. Foi a expressão máxima de como partidos e sociedade civil se uniram para encerrar um ciclo de deterioração das instituições capixabas. Essa convergência não nasceu do dia da eleição — ela foi gestada ao longo de anos de mobilização cívica. A partir de instituições como a OAB-ES e lideranças religiosas, e do movimento Reage Espírito Santo, fundado em 1999 com foco no combate à corrupção, o tecido social capixaba construiu as condições políticas para uma ruptura. Hartung chegou ao governo como síntese dessa vontade coletiva, apoiado por uma frente que reuniu a esquerda e setores do centro democrático. O que 2002 produziu, portanto, não foi um governante — foi um pacto.
Recém eleito, Hartung buscou ampliar ainda mais o arco de alianças, associando-se ao PT para eleger o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, consolidando a base parlamentar necessária para governar. Mas o gesto político que salvou o estado foi outro: o alinhamento com o presidente Lula permitiu a negociação da antecipação dos royalties do petróleo, que deu ao novo governo o ponto de partida para a recuperação das finanças. Num estado com passivo a descoberto equivalente a 44,6% da receita estadual, incapaz de pagar salários e de honrar compromissos com credores federais e internacionais, essa antecipação foi o oxigênio que impediu a asfixia institucional. Já no interior do governo, a Federação das Indústrias do Espírito Santo e diversas outras organizações da sociedade civil passaram a integrar o esforço de reconstrução, resultando na elaboração do Plano Estratégico “Espírito Santo 2025”.
Diferentemente de análises superficiais, a estabilidade capixaba construída ao longo dos últimos 24 anos não resulta de simples hegemonia partidária ou de alternância bipartidária. Ela é o produto de uma engrenagem de quatro níveis interdependentes. O primeiro pilar é o saneamento institucional estadual, por meio do qual o estado superou a crise sistêmica e estabeleceu um padrão de governança fiscal e administrativa reconhecido nacionalmente. O segundo é o alinhamento pragmático com o governo federal, garantindo fluxo de investimentos e estabilidade federativa. O terceiro nível é a influência programática contínua da esquerda, com o campo progressista participando ativamente da formulação de políticas públicas em todos os governos do período. Por fim, a política de frente ampla, prática elevada à sua máxima expressão nos governos liderados por Renato Casagrande.
Esta não foi uma hegemonia acidental. Ela foi construída sobre bases materiais sólidas que os dados oficiais confirmam. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal do Espírito Santo evoluiu de 0,640 em 2000 para 0,740 em 2010, mantendo o estado acima da média nacional e entre os mais desenvolvidos do país. A economia capixaba saltou de cerca de 30 bilhões de reais em 2002 para mais de 200 bilhões nas séries mais recentes, com uma estrutura de diversificação notável. No campo social, a influência programática da esquerda refletiu-se em avanços inegáveis. A pobreza e a desigualdade recuaram ao longo do período. Na saúde, o estado passou a figurar entre os melhores indicadores do país em mortalidade infantil e expectativa de vida. Na segurança pública, o programa Estado Presente contribuiu para uma redução expressiva dos homicídios, levando o Espírito Santo a encerrar 2025 no menor patamar de sua série histórica. O mesmo rigor aplica-se ao terreno fiscal, com o estado mantendo a nota máxima do Tesouro Nacional por mais de uma década e figurando em primeiro lugar no Índice de Transparência e Governança Pública.
Uma narrativa possível — e equivocada — seria a de que a esquerda apenas tolerou os governos Hartung e Casagrande por ausência de alternativa. Esta leitura é historicamente falsa e politicamente desastrosa. Ao longo desse ciclo, o PT dirigiu prefeituras relevantes do estado e se consolidou como ator decisivo nas disputas locais e estaduais. Além disso, alcançou a vice-governadoria em 2010 com Givaldo Vieira, cuja relação com Renato Casagrande foi de perfeita harmonia, elegendo-se posteriormente deputado federal. O próprio Renato Casagrande, aliás, já havia sido vice-governador de Vitor Buaiz (1995–1998). Casagrande consolidou-se como o principal líder da esquerda capixaba com capacidade de costurar alianças heterogêneas — habilidade rara na política brasileira. A força dessa articulação ficou evidente nas eleições de 2022: Casagrande foi um dos raros governadores do campo democrático, eleitor assumido de Lula e apoiado pelo PT, a se eleger em um estado onde Jair Bolsonaro obteve expressiva vitória no segundo turno.
Neste processo de reconstrução, é fundamental reconhecer o papel do setor produtivo. O movimento Espírito Santo em Ação, criado em 2003 por dezesseis empresários em resposta à crise institucional, atuou como aliado na construção de consensos em torno do desenvolvimento econômico e da estabilidade institucional. Em sociedades em processo de desenvolvimento, a capacidade de dialogar e convergir com o setor produtivo em prol de um projeto de estado não é uma rendição, mas um imperativo de governança. A maturidade na relação com esses atores econômicos significa alcançar a maioridade política necessária para liderar o estado no próximo ciclo, compreendendo que o crescimento econômico sustentável e a justiça social são agendas complementares, não excludentes.
É exatamente neste ponto que a esquerda deve ocupar, sem hesitação, o seu lugar de destaque na disputa de 2026. Longe de se apresentar como negação do ciclo que reorganizou o Espírito Santo, cabe à frente de esquerda — hoje expressa na candidatura apresentada por Hélder Salomão — afirmar-se como parte constitutiva dessa trajetória e, por isso mesmo, como força capaz de preservá-la e levá-la adiante. O ponto de estabilidade institucional, social e econômica que o estado alcançou não é patrimônio exclusivo de uma liderança ou de um bloco; é resultado de uma construção histórica mais ampla, da qual a esquerda participou de forma decisiva. A disputa que se abre, portanto, não é entre continuidade e ruptura, mas entre projetos distintos para o próximo ciclo: de um lado, a defesa democrática do que foi construído, com capacidade de aprofundar prosperidade, oportunidades e justiça social; de outro, o risco autoritário, regressivo e desagregador. À frente de esquerda caberá sustentar que os próximos anos exigirão mais do que conservar: exigirão um projeto de estado capaz de ampliar oportunidades, reduzir o custo de vida, fortalecer o poder de compra do povo, universalizar políticas sociais de alta qualidade e cuidar bem das pessoas, tornando o Espírito Santo mais próspero, mais acessível e mais justo.
Toda análise política séria exige a identificação do conflito central do período histórico. Confundir contradições primárias com secundárias é o caminho mais curto para a derrota estratégica. O embate principal da conjuntura política brasileira e capixaba em 2026 não é uma disputa intestina no campo democrático com expressões da tradicional direita capixaba. A linha divisória fundamental opõe a diversidade democrática que construiu a estabilidade capixaba ao risco autoritário da representação local do plano nacional da extrema direita.
E esta não é uma abstração. O campo autoritário que disputa o poder no Brasil em 2026 tem história recente e documentada. Ele é caracterizado pela tentativa de ruptura institucional coordenada no 8 de janeiro, pela sabotagem sistemática de instituições de controle e pela defesa de uma concepção armada e privatista de segurança pública, que desloca do Estado para o cidadão a responsabilidade pela proteção coletiva. Mais grave ainda, essa força política já explicitou uma estratégia para 2026: ampliar seu poder no Senado Federal para constranger o Judiciário e impor uma agenda de regressão democrática.
A essa ameaça interna soma-se uma dimensão nacional que não pode ser ignorada no cálculo capixaba. A política de tarifas agressivas imposta pelo governo Trump representa um ataque direto à economia brasileira — e o Espírito Santo, estado exportador com cadeia produtiva integrada ao comércio internacional, sente esse impacto de forma concreta. Diante dessa ofensiva, o presidente Lula respondeu com firmeza, recusando a submissão e defendendo os interesses do Brasil nos foros internacionais. O contraste é revelador: enquanto o campo democrático sustentou a soberania nacional, setores da extrema direita brasileira — alinhados organicamente ao trumpismo — aplaudiram medidas que prejudicam os trabalhadores, os exportadores e a indústria do país. Esse alinhamento subserviente a interesses estrangeiros não é postura aceitável para quem pretende governar o Espírito Santo. O próximo ciclo político exigirá precisamente a capacidade de construir frentes heterogêneas — que reúnam esquerda, centro e direita democrática — em torno de um projeto comum: defender o Brasil, defender o ES, e recusar qualquer forma de capitulação aos que nos atacam de fora e nos fragilizam por dentro.
Como médico sanitarista e ex-secretário de saúde durante a maior crise sanitária do nosso tempo, testemunhei de perto a face mais cruel dessa força política. O governo anterior transformou a saúde pública em território de guerra ideológica. Durante a pandemia de Covid-19, adotou uma postura de negacionismo científico letal, promovendo tratamentos sem eficácia comprovada, sabotando medidas de distanciamento social e atrasando deliberadamente a compra de vacinas — incluindo a demora documentada em responder às ofertas iniciais da Pfizer. Pesquisadores estimaram na CPI da Pandemia que centenas de milhares de mortes poderiam ter sido evitadas no Brasil. Além disso, a gestão extremista promoveu um desfinanciamento estrutural do SUS e uma campanha sistemática contra a imunização, fazendo com que a cobertura vacinal infantil despencasse a patamares de décadas atrás, ameaçando o retorno de doenças já erradicadas. No Espírito Santo, enfrentamos essa barbárie mantendo o alinhamento estrito com a ciência e a Organização Mundial da Saúde, o que preservou a credibilidade pública da gestão e colocou o estado entre as referências nacionais no enfrentamento da crise.
Esse cenário impõe um desafio tático complexo para a disputa ao Palácio Anchieta em 2026. Antes de identificar as candidaturas do campo democrático, é necessário distinguir dois fenômenos que a análise política apressada tende a confundir: a busca do voto conservador — movimento tático legítimo em contextos eleitoralmente polarizados — e o alinhamento orgânico ao comando nacional do bolsonarismo. Em 2022, Ricardo Ferraço operou o primeiro movimento, dirigido a bases eleitorais radicalizadas num ambiente nacional de polarização extrema. O segundo jamais ocorreu. O próprio comportamento da liderança bolsonarista o confirma: não houve sinal público relevante de apoio a Ferraço, nem no primeiro turno nem no segundo. A contradição entre forças políticas reside na disputa pelo poder, não na busca do voto conservador — que é território eleitoral, não identidade programática. A candidatura do atual governador Ricardo Ferraço deve ser caracterizada como uma candidatura de direita, não alinhada ao projeto orgânico nacional do bolsonarismo, mas capaz de aglutinar uma frente ampla com partidos de direita, de centro e de centro-esquerda, na qual se encontram PSB e PDT. A diferença reside na disputa para o governo estadual no primeiro turno. As candidaturas efetivamente articuladas ao projeto nacional do bolsonarismo estão em outros polos da política capixaba, e suas características ameaçam a estabilidade e as conquistas consolidadas nos últimos vinte e quatro anos.
Assumindo como premissa realista a impossibilidade de aliança entre Ferraço e Salomão no primeiro turno, o desafio imediato de ambos é duplo. Primeiro, terão que comunicar com clareza à sociedade a ameaça real que o retrocesso autoritário representa para o futuro e a estabilidade do Espírito Santo. Ambos disputam contra um adversário comum — forças reais e organizadas do extremismo. Segundo, cada um terá que apresentar seus argumentos sobre por que é a melhor opção para liderar o campo democrático em um eventual segundo turno. Neste debate, a esquerda capixaba possui legitimidade histórica inquestionável para se apresentar como a melhor opção para o fortalecimento das conquistas do ciclo dos últimos 24 anos. Contudo, essa disputa na pré-campanha e no primeiro turno não pode resvalar para a autofagia. Com a maturidade de quem ama a democracia e o Espírito Santo, ambas as candidaturas devem, desde já, estabelecer um critério objetivo de convergência: o candidato não alinhado ao projeto nacional da extrema direita com menor desempenho no primeiro turno deve endossar incondicionalmente o outro no segundo turno, garantindo a união necessária para derrotar o adversário comum.
A necessidade de erguer um palanque para o presidente Lula no Espírito Santo é imperativa, e a disputa majoritária para o Senado atua como um poderoso e incontornável elo entre a frente de centro-direita e a frente exclusivamente de esquerda.
Erros de visão estratégica tornam-se ainda mais perigosos quando aplicados à disputa majoritária para o Senado. O pleito renovará dois terços da Casa, o que significa que cada eleitor capixaba terá direito a dois votos para senador. Neste cenário, o campo progressista possui duas candidaturas naturais e competitivas: a reeleição de Fabiano Contarato e a postulação de Renato Casagrande. Contarato foi eleito em 2018 sem o apoio formal do PT e obteve mais votos que o próprio governador eleito à época. Chega a 2026 reposicionado e com um mandato consolidado na sociedade. Reto, sereno, contundente e singular em algumas posições, Contarato é um senador avançado e competitivo. A lógica matemática eleitoral é implacável: dois votos distribuídos em duas opções progressistas maximizam o potencial eleitoral do campo. Lançar uma terceira opção progressista seria um erro tático grave, pois dividiria os votos de um mesmo espectro ideológico. Dois votos para três opções é sinônimo de divisão e fragmentação; é desperdiçar uma oportunidade histórica de eleger dois senadores alinhados ao projeto democrático. O fortalecimento de lideranças para a eleição de vereador em 2028 no espaço destinado à disputa ao Senado não vale o custo político da estabilidade da República — a prioridade para a eleição de Renato Casagrande e Fabiano Contarato já está pactuada nacionalmente.
A questão que se coloca para a esquerda capixaba em 2026 é, em última instância, uma questão de identidade política. A primeira saída é a negação: a esquerda se posiciona como crítica do ciclo, distancia-se dos governos dos quais participou e mobiliza o discurso da mudança. O resultado provável é a perda de credibilidade junto à base eleitoral que aprova o ciclo, a fragilização das alianças e a abertura de espaço para o retrocesso. A segunda saída é o protagonismo consciente: a esquerda reivindica, com orgulho e senso crítico, sua participação no ciclo. Renato Casagrande não é Alice e nem o Espírito Santo é o País das Maravilhas. O estado possui desafios estruturais. Contudo, negar os avanços concretos, o caminho percorrido e o horizonte possível no ponto em que estamos representa uma cegueira política de alto grau.
A bússola para 2026 exige uma postura de continuidade propositiva, que apresente horizontes. Primeiro, é preciso reivindicar o ciclo, com clareza e dados, pois o balanço honesto é mais credível do que a negação. Segundo, é imperativo nomear o conflito central: a extrema direita é a ameaça real à estabilidade histórica atual. Terceiro, deve-se construir a frente sem perder a identidade, compreendendo que alianças amplas não significam dissolução, mas a capacidade de trabalhar com diferentes setores sem abdicar do programa progressista. Quarto, a esquerda precisa ocupar seu lugar na disputa sem terceirizar a própria voz: apresentar sua candidatura, afirmar sua contribuição decisiva para o ciclo e demonstrar que está preparada não apenas para preservar o que foi construído, mas para avançar.
O Espírito Santo de 2026 não é o Espírito Santo de 2002. A reconstrução institucional foi feita. Os indicadores melhoraram. O estado tem uma identidade de desenvolvimento que poucos entes federativos conseguiram construir com tanta consistência. A esquerda que ajudou a erguer esse estado tem o direito — e o dever — de dizer: fomos parte fundamental disso. E temos a responsabilidade histórica de continuar sendo.

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