Atualizado em 25/06/2026 – 07:51
A programação do 33º Festival de Cinema de Vitória (FCV) recebe a pré-estreia de Folclórica, novo filme do renomado cineasta capixaba Rodrigo Aragão. A sessão especial, fora de competição, acontece no dia 25 de julho (sexta-feira), às 18 horas, no Sesc Glória, em Vitória. Conhecido nacionalmente pelos filmes de horror, com o longa, Aragão expande seu universo fantástico ao apostar em uma narrativa voltada ao público infantojuvenil.
O enredo acompanha a jornada de Pequi, um saci que nasceu com a perna esquerda, ao contrário de todos os outros, e que parte em uma jornada em busca de aceitação pela terra encantada de Folclórica, acompanhado por seu melhor amigo e por uma valente curupira. A obra une fantasia e identidade cultural por meio de bonecos artesanais, mantendo a assinatura visual e narrativa do cineasta.
O projeto nasceu durante o isolamento da pandemia, quando o diretor criou marionetes para brincar com sua filha pequena.
“Folclórica nasce de um lugar ainda mais íntimo. Durante o isolamento da pandemia da Covid-19, criei marionetes para brincar com minha filha pequena, que sentia falta de amigos. Foi nesse contexto que surgiram Pequi, Teobaldo, Ingá e Pai da Noite. Ao longo de inúmeras noites, esses personagens ganharam personalidade, voz e emoção. Mais do que criações, tornaram-se companhia, afeto e descoberta”, destaca Aragão.
O diretor divide também que a curiosidade por bonecos e criaturas fantásticas começou ainda na infância. “Minha relação com bonecos e criaturas fantásticas começou ainda na infância, quando assisti a ‘O Cristal Encantado’ e descobri o poder de contar histórias com seres não humanos. Nos anos seguintes, encontrei no teatro de bonecos minha porta de entrada para o audiovisual. Desde então, sigo trabalhando com efeitos especiais práticos, dirigindo filmes que exploram o fantástico como linguagem.”
Folclórica
Na floresta encantada de Folclórica, cenário do longa-metragem, convivem seres mágicos do imaginário brasileiro: curupiras, mapinguaris, caboclos d’água e os sacis – criaturas travessas e de humor duvidoso, conhecidos por sua habilidade de se camuflar na mata. Na obra, todos os sacis possuem apenas a perna direita, o que lhes garante agilidade e boa sorte, já Pequi, personagem principal, é o único Saci nascido com a perna esquerda, desajeitado e visto como o mais azarado de seu povo.
Cansado de ser diferente, no filme Pequi procura o lendário Pai da Noite, um sábio oráculo, que lhe dá uma difícil missão: trazer um dente de Mapinguari, a criatura mais perigosa de toda a floresta. Determinado a mudar seu destino, o personagem parte em uma jornada cheia de desafios ao lado de seu melhor amigo, Teobaldo, e da valente curupira Ingá. Pelo caminho, o trio enfrenta perigos, cruza com criaturas fantásticas e aprende uma importante lição sobre aceitação e pertencimento.
“Ao levar esses personagens para o universo do folclore brasileiro, o projeto une fantasia e identidade cultural, tratando temas universais como aceitação, amizade e pertencimento de forma lúdica e sensível”, destaca Aragão.
Homenagem
Além da pré-estreia do longa, Rodrigo Aragão será o Homenageado Capixaba desta edição do Festival de Cinema de Vitória. A cerimônia de homenagem está marcada para o dia 18 de julho, às 19 horas, também no Sesc Glória. Antes, às 17 horas, será realizada uma coletiva de imprensa com lançamento de um caderno especial sobre a trajetória e a obra do cineasta.
“Uma frase que repito muito desde que faço filmes e que aprendi sobre regionalismo é: ‘canta sua aldeia e encantará o mundo’. Estou muito feliz porque estou sendo homenageado na minha aldeia, que é o lugar mais importante do mundo pra mim. Sempre cantei minha aldeia para o mundo, por isso essa é a homenagem mais importante que eu poderia receber”, disse o cineasta.
Rodrigo Aragão é diretor, roteirista e maquiador de efeitos especiais. Dono de uma cinematografia repleta de mundos fantásticos e intimamente vinculada ao seu lugar de origem, é reconhecido como um dos principais nomes do cinema de gênero no Brasil. Natural de Guarapari (ES) e undador da produtora Fábulas Filmes, Aaragão ganhou destaque com filmes como Mangue Negro (2008), A Noite do Chupacabras (2011), A Mata Negra (2018) e O Cemitério das Almas Perdidas (2020), que misturam horror, folclore brasileiro e crítica social.
Serviço:
33º Festival de Cinema de Vitória
Sessão Especial: Folclórica
Rodrigo Aragão
Quando: 25 de julho de 2026, 18h (fora de competição)
Local: Sesc Glória
Entrada Gratuita

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