Atualizado em 19/05/2026 – 09:13
Nesta sexta-feira (22) e sábado (23), o “Samba que Eu Quero Ver – Festival de Samba e Brasilidades” pede passagem para ocupar o Cais das Artes, novo marco territorial e cultural da paisagem urbana de Vitória. Nesta edição, o evento chega ao novo complexo cultural da cidade para propagar o samba, gastronomia, o cinema, a cultura, e, é claro, seus múltiplos ritmos (samba rock, samba jazz, pagode, partido alto e muita música brasileira) neste caldeirão musical que compõe o Brasil.
Com entrada gratuita, o evento celebra a identidade brasileira e o papel do samba como expressão cultural e musical no Brasil e no Espírito Santo, que abriga o terceiro maior carnaval de avenida do país. O festival reúne shows, cinema ao ar livre, oficinas, palestra, feira criativa e atividades para crianças, transformando o espaço em um grande encontro entre gerações.
No Palco Extrabom, os destaques de 2026 são o show de Renato da Rocinha, na sexta-feira (22), ícone do samba carioca, que se apresenta em um encontro especial com o grupo Mesa Branca, liderado por Kleber Simpatia, um dos grandes intérpretes do samba capixaba; e o grupo Galocantô, no sábado (23), referência na renovação do samba de raiz na Lapa (RJ) e no cenário nacional. O público também poderá curtir a apresentação da atual campeã do carnaval capixaba, a escola de samba Chegou o que Faltava.
Outro destaque é o coletivo Disco Voador, dedicado às brasilidades em vinil, que conduz o público por uma viagem sonora tipicamente brasileira e tem lotado as ruas do Centro de Vitória, fortalecendo a cultura capixaba.
Estação Sambinha
O festival, que sempre contou com programação infantojuvenil, este ano inaugura o Vale Apresenta Estação Sambinha, uma programação familiar que vem fortalecer a formação de público, transmissão de saberes e conexão entre gerações por meio da cultura brasileira, da sustentabilidade e do samba.
Os pequenos e adolescentes poderão curtir uma contação de história seguida de produção de podcast e plantação de sementes, com as autoras do livro “O Rio Cantante”, Flávia Dubberstein e Tainá Guimarães e participar de uma experiência imersiva e totalmente lúdica com o coletivo Flutua (MG) em seu Sonhário, uma cabana inflável que promove o livre brincar, e a oficina de confecção de Birutas Voadoras feitas a partir de plásticos e materiais recicláveis coloridos.
Já o Regionalzinho da Nair será a atração especial da programação inédita e vai levar o carnaval de bloco e de fanfarra infantil ao vivo, voltada para toda família, para o Cais das Artes na Enseada do Suá, com suas marchinhas tradicionais, palhaços e malabaristas fechando com muita alegria a Estação Sambinha, às 18h de sábado, no Cais das Artes.
Você também poderá conferir uma sessão de cinema ao ar livre com a família na sexta, às 18h30, na área externa do espaço, e o melhor do samba, black music e música brasileira capixaba, além da Oficina de Samba no Pé com o coreógrafo Vini Sayos e a palestra “Ocupação e Território” sobre a relação entre cidade, sua ocupação, cultura popular e samba, com o historiador, comunicador e sambista, Marcus Vinicius Sant’ana.
O público também poderá desfrutar da tradicional Feira Griô – feira empreendedora, gastronômica e criativa, que tem por objetivo fortalecer a cultura negra capixaba, criando um ambiente de celebração da gastronomia ancestral e fomento do pequeno comércio local.
Durante o evento, a exposição gratuita mais esperada do Espírito Santo, “Amazônia” de Sebastião Salgado, seguirá aberta no salão principal do Cais das Artes, das 10h às 18h. A programação imperdível já recebeu mais de 20 mil visitantes, desde sua abertura, no dia 2/4.
O Samba que Eu Quero Ver conta com o patrocínio master do Extrabom, patrocínio da Vale, produção do Instituto Odara, LC Market, Lúdica Audiovisual e Maché , e apoio do Cais das Artes, TVE e Promídia. A realização é da Odoyá Arte e Cultura, viabilizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), do Governo do Estado do Espírito Santo por meio da Secretaria da Cultura.
Programação completa
SEXTA-FEIRA | 22 DE MAIO
18h – Abertura oficial
18h30 – Cinema ao ar livre para toda a família (sessão de curta + longa)
19h às 20h30 – Oficina de Samba no Pé, com Vini Sayos
20h30 – Samba da Mesa Branca com Kleber Simpatia convidando Renato da Rocinha
SÁBADO | 23 DE MAIO
15h – Abertura da Feira Griô
(gastronomia, arte, artesanato e moda)15h – Vale apresenta Estação Sambinha
Oficina de contação de histórias “O Rio Cantante”, com Flávia Costa e Tainá Guimarães – uma experiência lúdica que mistura imaginação, educação ambiental e cultura popular, inspirada na história de Cauã, Nina e Dona Juraci. A atividade inclui plantio de sementes e produção de podcast. Vagas: 30 participantes. Público: crianças de 7 a 14 anos e suas famílias. Inscrições em breve pelo perfil do festival no instagram @sambaqueeuquerover.
16h às 18h – Vale apresenta Estação Sambinha
Oficina de Birutas Voadoras + Sonhário, com Coletivo Flutua – Brincar com o vento, criar com materiais recicláveis e explorar o corpo em movimento: essa é a proposta da oficina, que acontece dentro do Sonhário, uma instalação inflável e sensorial dedicada ao livre brincar. Vagas: 30 participantes
Público: crianças e adolescentes de 7 a 14 anos e suas famílias. Inscrições em breve pelo perfil do festival no instagram @sambaqueeuquerover.
16h – Palestra “Ocupação e Território”, com Marcus Vinicius Sant’ana. Reflexão sobre cidade, cultura popular e samba como formas de ocupação e pertencimento. Vagas: 40 participantes.Inscrições em breve pelo perfil do festival no instagram @sambaqueeuquerover.
18h – Vale apresenta Estação Sambinha
Regionalzinho da Nair com o Bloco dos Sambistinhas
18h40 – SambaJu (Juana Zanchetta e banda)
19h40 às 20h – Set Disco Voador
20h – Galocantô
21h30 – Escola de Samba Chegou o que Faltava
22h – Disco Voador
Mais sobre o Samba que Eu Quero Ver
Criado em 2022, o Samba que Eu Quero Ver nasce com o propósito de fortalecer a produção artística do samba e da música brasileira no Espírito Santo, valorizando uma das expressões culturais mais potentes do país. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o samba desempenha um papel fundamental na sociedade, sendo também uma importante ferramenta de inclusão social, geração de renda e fomento à economia criativa.
Apesar de sua relevância histórica e cultural – profundamente ligada à cultura negra no Brasil -, o samba ainda enfrenta desafios relacionados à escassez de investimento e à necessidade de políticas públicas que garantam sua continuidade, memória, formação e transmissão de saberes entre gerações.
Por isso, em sua 4A edição, o festival se consolida como uma plataforma de preservação, difusão e valorização do samba e da música capixaba e brasileira, promovendo ações culturais e formativas que ampliam o acesso, fortalecem a cena local e incentivam a formação de público.

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