Atualizado em 20/06/2026 – 09:29
A artista visual e fotógrafa Regina Serapião lança, no próximo dia 25 de junho, a série de videoarte “O que o tempo escreve na pele”, obra dividida em três atos que propõe uma reflexão sobre envelhecimento, corpo, feminino e a relação entre seres humanos e natureza. Os episódios serão disponibilizados semanalmente no YouTube, sempre às quintas-feiras, com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição, legenda descritiva e tradução em Libras.
Realizada pela FiNA Produtora, a obra reúne vídeo, fotografia, performance e música em uma narrativa sensorial construída a partir de elementos naturais e do cotidiano da artista. Areia, pedras, folhas, água e ferrugem integram a poética desenvolvida por Regina ao longo dos três episódios: “Ato I: Transmutação da pele”; “Ato II: Tempo, pele, ferrugem”; e “Ato III: A profundidade da pele”.
A passagem do tempo é o eixo central da série, a vida humana e a natureza em paralelo e em fusão a partir das imagens e sons. Em cena, Regina utiliza o próprio corpo como suporte artístico para questionar padrões estéticos e propor novos olhares sobre o envelhecimento.
“É muito triste ver uma mulher sofrer e se rejeitar por achar que o valor dela está na beleza da pele lisa”, afirma a artista. “Eu não envelheci por dentro. O que sentia quando criança e adolescente eu sinto hoje, não muda, mas fica mais requintado, mais saboroso”, completa.
A produção nasce também de uma experiência familiar. Parte das imagens foi registrada pela filha da artista, Fernanda Batalha, e por Fernanda Nali, diretora artística e executiva do projeto. Já a trilha sonora original é assinada pelo músico e professor Rodrigo Batalha, filho de Regina.
Sobre a artista
Moradora da Praia da Baleia, na Serra, Regina transforma a varanda de sua casa de frente pro mar em ateliê. Ali, reúne conchas, objetos enferrujados e materiais encontrados em caminhadas pela praia ou no quintal, dispostos de modo que possam ser manejados para criarem novas percepções, que pretende que no futuro deêm origem a uma exposição para acesso público.
“Eu não me vejo como uma artista. O que eu tenho é uma forma apaixonada de olhar, de ver beleza onde ela passaria despercebida”, afirma Regina Serapião, que revela que desde criança tinha uma grande curiosidade ver as coisas de bem perto. “Foi esse convite para ir mais perto que me despertou essas descobertas sobre coisas que eu talvez pisasse em cima e não dessa importância”.
A artista iniciou sua trajetória acadêmica tardiamente. Casou-se cedo, teve filhos, trabalhou com fotografia e ingressou no curso de Artes Plásticas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) aos 59 anos, formando-se em 2022. Foi no Trabalho de Conclusão de Curso que surgiu, pela primeira vez, o título “O que o tempo escreve na pele”, dando início à sistematização das reflexões e performances que desencadeiam na série de vídeoartes que está sendo apresentada ao público pela primeira vez.
Serviço:
Série de videoarte “O que o tempo escreve na pele”
Lançamentos:
Ato I: Transmutação da pele – Quinta-feira, 25 de julho
Ato II: Tempo, pele, ferrugem – Quinta-feira, 2 de julho
Ato III: A profundidade da pele – Quinta-feira, 9 de julho.
Canal no YouTube: https://www.youtube.com/@Oqueotempoescrevenapele
Página no Instagram: https://www.instagram.com/oqueotempoescrevenapele/

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