Atualizado em 22/05/2026 – 10:03
Vitória perdeu espaço no ranking de qualidade de vida entre as capitais brasileiras no IPS Brasil 2026. A capital do Espírito Santo aparece agora na 15ª posição, com 66,02 pontos, depois de ocupar o 12º lugar no levantamento de 2024, quando somava 67,20. No mesmo intervalo, o Rio de Janeiro saiu da 14ª para a 11ª colocação, com 67,00 pontos na edição mais recente.
O novo ranking das capitais é liderado por Curitiba, seguida por Brasília. Na outra ponta, Porto Velho segue na última colocação, atrás de Macapá e Maceió. A tabela oficial de 2026 mostra Vitória fora do grupo das dez capitais mais bem colocadas e já atrás do Rio, que aparece na faixa intermediária do levantamento.
Na comparação entre as duas edições, Vitória perdeu 1,18 ponto e caiu três posições. O Rio, por sua vez, ganhou 0,59 ponto e avançou três lugares. A diferença numérica entre as duas capitais continua apertada, mas suficiente para inverter a ordem que existia em 2024, quando Vitória ainda aparecia à frente dos cariocas. Essa leitura vem da comparação direta entre as tabelas oficiais dos dois anos.
O IPS Brasil mede a qualidade de vida a partir de 57 indicadores sociais e ambientais e cobre os 5.570 municípios do país. O índice é organizado em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades. A proposta é observar resultados concretos na vida da população, e não apenas renda, volume de investimento ou atividade econômica.
No quadro nacional, o IPS Brasil 2026 registrou média de 63,40 pontos. A dimensão com melhor desempenho foi Necessidades Humanas Básicas, com 74,58, enquanto Oportunidades teve o pior resultado, com 46,82. O próprio relatório também aponta que Inclusão Social mantém trajetória de queda desde 2024, um sinal de que as capitais continuam convivendo com entraves estruturais mesmo quando aparecem melhor posicionadas no ranking geral.
Para Vitória, o alerta é direto. A cidade precisa olhar menos para a comparação confortável com municípios em situação pior e mais para o grupo de capitais que conseguiu avançar. Curitiba lidera o ranking, Brasília aparece em segundo lugar e outras cidades se movimentam dentro de uma disputa cada vez mais apertada por qualidade de vida mensurável. Vitória ficou fora do top 10 e agora aparece atrás do Rio.
O resultado de 2026 não coloca Vitória em crise, mas retira conforto. A capital continua competitiva, porém perdeu posição num terreno em que cada décimo importa. Para uma cidade acostumada a se apresentar como referência, cair três casas e ser ultrapassada pelo Rio deve acender uma pergunta simples, daquelas que costumam incomodar mais do que discursos longos: Vitória está avançando no ritmo que poderia ou apenas administrando uma vantagem antiga?

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