Atualizado em 12/05/2026 – 15:28
A disputa pelo Governo do Espírito Santo ainda aparece aberta, sem um favorito isolado fora da margem de erro, segundo nova rodada da pesquisa do Instituto França divulgada pelo VIXFeed. Nos principais cenários testados, Ricardo Ferraço e Lorenzo Pazolini surgem como os dois nomes mais competitivos da corrida estadual, com diferenças pequenas entre eles e grande peso dos eleitores que ainda declaram voto branco, nulo ou não sabem responder.
O levantamento foi realizado pelo Instituto França no Espírito Santo, com 1.067 eleitores, entre os dias 27 de abril e 1º de maio de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança. Para os cargos de governador e senador, a pesquisa está registrada no TSE sob o número ES-00368/2026.
1º turno
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No cenário estimulado com quatro nomes, Ricardo Ferraço aparece numericamente à frente, com 23,92% das intenções de voto. Lorenzo Pazolini vem em seguida, com 21,09%. A diferença entre os dois é de 2,83 pontos percentuais, dentro da margem de erro da pesquisa.
Nesse mesmo cenário, Magno Malta registra 13,93%, enquanto Helder Salomão aparece com 6,68%. Os eleitores que responderam nenhum, branco ou nulo somam 22%, e os que não sabem ou não responderam representam 12,38%.
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Quando Magno Malta é retirado da simulação, a disputa fica ainda mais apertada. Lorenzo Pazolini aparece com 27,79%, enquanto Ricardo Ferraço marca 27,47%. A diferença é de apenas 0,32 ponto percentual, configurando empate técnico e praticamente numérico. Helder Salomão registra 6,62%. Nesse cenário, 24,89% dizem votar em nenhum, branco ou nulo, e 13,23% não sabem ou não responderam.
O resultado indica que Magno Malta tem peso relevante na organização do campo conservador. Sem ele na disputa, Pazolini cresce mais do que Ferraço, mas a movimentação não é suficiente para abrir vantagem fora da margem. O cenário sugere uma eleição ainda dependente da definição de alianças, apoios e posicionamentos nacionais.
1º turno com apoios
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A pesquisa também testou cenários com apoios políticos explícitos. Quando Ricardo Ferraço aparece apoiado por Renato Casagrande, Magno Malta por Jair Bolsonaro, Lorenzo Pazolini por Paulo Hartung e Helder Salomão por Lula, Ferraço lidera com 29,85%. Magno Malta aparece em segundo, com 20,85%, seguido por Pazolini, com 17,83%, e Helder, com 9,67%. Branco, nulo ou nenhum somam 16,12%, e não sabem ou não responderam são 5,68%.
Esse cenário mostra que os apoios reorganizam a disputa. Ferraço cresce quando associado a Casagrande, Magno avança quando ligado a Bolsonaro, Helder melhora com Lula, e Pazolini tem seu pior desempenho entre os cenários estimulados quando aparece vinculado a Paulo Hartung. No cenário tradicional, sem apoios, Pazolini marca 21,09%. Com o apoio de Hartung, cai para 17,83% e fica atrás de Ferraço, apoiado por Casagrande, e de Magno Malta, apoiado por Bolsonaro. O relatório qualitativo da pesquisa interpreta que Hartung não fortalece Pazolini no cenário testado, enquanto Bolsonaro tem forte capacidade de reposicionar o campo conservador.
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Em outro cenário com apoios, sem Magno Malta na disputa, Bolsonaro passa a apoiar Lorenzo Pazolini. Nesse caso, Ricardo Ferraço, apoiado por Casagrande, aparece com 33,80%, enquanto Pazolini, apoiado por Bolsonaro, marca 32,27%. Helder Salomão, apoiado por Lula, tem 10,35%. Branco, nulo ou nenhum somam 17,18%, e não sabem ou não responderam são 6,40%.
A diferença entre Ferraço e Pazolini nesse cenário é de 1,53 ponto percentual, também dentro da margem de erro. O dado reforça que a presença ou ausência de Magno Malta altera diretamente a força de Pazolini no campo conservador. Quando Bolsonaro aparece associado a Pazolini e Magno não está na disputa, o prefeito de Vitória volta a uma situação de empate técnico com Ferraço.
2º turno
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Nos confrontos diretos, Ferraço aparece numericamente à frente de Pazolini, mas novamente dentro da margem. Na simulação entre os dois, Ferraço marca 35,45%, contra 32,78% de Pazolini. A diferença é de 2,67 pontos percentuais. Nesse cenário, 25,39% dizem votar em nenhum, branco ou nulo, e 6,38% não sabem ou não responderam.
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Contra Helder Salomão, Ferraço abre vantagem maior. O ex-vice-governador aparece com 45,21%, enquanto Helder registra 13,38%. Branco, nulo ou nenhum chegam a 35,44%, e não sabem ou não responderam são 5,97%.
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Já em um confronto direto entre Lorenzo Pazolini e Helder Salomão, o prefeito de Vitória aparece com 43,90%, contra 17,44% de Helder. Nesse cenário, 31,75% afirmam votar em nenhum, branco ou nulo, e 6,91% não sabem ou não responderam.
Cenário segue aberto
A leitura geral da rodada mostra uma eleição ainda pouco cristalizada. Ferraço e Pazolini concentram a disputa principal, mas nenhum dos dois aparece isolado fora da margem nos cenários em que se enfrentam diretamente ou dividem o mesmo campo competitivo. Magno Malta funciona como peça importante na direita bolsonarista, enquanto Helder Salomão aparece com desempenho menor, mas preserva presença nos cenários testados e encontra espaço de crescimento dentro do campo lulista, especialmente quando seu nome aparece associado ao apoio de Lula.
O dado mais consistente da pesquisa é que a corrida pelo Governo do Espírito Santo ainda depende de arranjos políticos. Casagrande fortalece Ferraço, Bolsonaro pode impulsionar Magno ou Pazolini, e Lula melhora o desempenho de Helder. Já Hartung, no cenário testado, não produz ganho para Pazolini: ao contrário, o prefeito aparece menor quando associado ao ex-governador, ficando abaixo do próprio desempenho registrado no cenário sem apoios. A eleição, por enquanto, parece menos definida por uma liderança consolidada e mais pela disputa de apoios, identidade política e capacidade de reduzir o alto volume de eleitores que ainda não escolheram candidato.
Ficha técnica
A pesquisa foi realizada pelo Instituto França no Espírito Santo. Foram ouvidos 1.067 eleitores, entre 27 de abril e 1º de maio de 2026. O universo pesquisado é de 2.999.642 eleitores. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança. Para governador e senador, o levantamento está registrado no TSE sob o número ES-00368/2026.

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