Atualizado em 09/04/2026 – 10:22
Vitória iniciou o mês sob nova direção. Pela primeira vez, a capital passa a ser comandada por uma mulher em caráter definitivo. Cris Samorini assumiu a chefia do Executivo municipal após a renúncia do ex-prefeito, marcando um momento histórico para a cidade.
É verdade que Luzia Toledo e a própria Cris já ocuparam o cargo de forma interina, mas o simbolismo agora é outro. Trata-se da consolidação de uma liderança feminina à frente da gestão da capital, em um contexto que ainda carece de maior presença de mulheres em posições de poder.
Empresária do setor gráfico, Cris construiu sua trajetória em entidades e movimentos empresariais, o que indica uma experiência voltada à atuação coletiva e institucional. Agora, assume o desafio de administrar uma cidade que precisa se modernizar e recuperar o protagonismo que vem perdendo nos últimos anos.
Do ponto de vista político, ainda há poucas referências para uma avaliação mais consistente de sua atuação. Esta é, afinal, sua primeira experiência eleitoral, na qual foi eleita vice-prefeita. Sua visão de gestão e de sociedade ainda será colocada à prova no exercício direto do cargo.
Até aqui, Cris demonstra disposição e segurança no papel que passa a exercer. Tem circulado pela cidade, conhece a estrutura administrativa e assume o comando sem ruptura com a gestão anterior, o que pode facilitar a transição.
O cenário político também contribui. A ausência de antagonistas consolidados e uma Câmara Municipal pouco tensionadora nos últimos anos desenham um ambiente favorável para que a nova prefeita implemente suas prioridades.
Mais do que um marco simbólico, a chegada de Cris Samorini ao comando da capital abre espaço para uma discussão mais ampla sobre representatividade. A presença de mais mulheres na política, especialmente em posições de liderança, ainda é um desafio no país.
Vitória inaugura esse capítulo. Agora, começa a construção de seus resultados.

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