Lula venceu a última eleição presidencial numa disputa épica entre a civilidade e a barbárie, sustentado por uma frente ampla. A vitória gerou uma expectativa gigantesca sobre como seriam os anos seguintes de um presidente que já havia alcançado a maior aprovação da história em seus mandatos anteriores.
O primeiro ano do atual mandato foi excelente; o segundo, bom; o terceiro, complicado; e o quarto, ruim. Houve erros de governo e muitos erros políticos, excesso de expectativa, uma oposição interna e externa muito bem articulada e, naturalmente, um contexto pouco favorável às entregas esperadas. Justamente por esse cenário adverso, não havia margem para tantos erros.
Com um governo mal avaliado, descolado da realidade e com reprovação superior à aprovação, Lula chegou fragilizado à disputa pela reeleição. O primeiro turno confirmou isso: Flávio Bolsonaro saiu como favorito, com boa vantagem, enquanto Lula agora parece despertar para a realidade e se revigorar em busca de forças para uma virada histórica. Ainda há tempo?
Lula não é o candidato perfeito: erra e acerta. Mas, novamente, como os fatos comprovam, é o candidato da democracia, da civilidade e da possibilidade de melhora. É quem historicamente se preocupa com os menos favorecidos, quem deseja o desenvolvimento econômico e social do país e quem entende a cultura como elemento de afirmação e de desenvolvimento econômico. Representa um governo que pode ser criticado e cobrado, e que protege os mais expostos com políticas públicas.
É também o candidato do liberal, do centro, da direita democrática, do conservador, do nacionalista, dos muitos brasileiros que estão cansados do PT, mas não aceitam a barbárie, e de cada brasileiro que sonha com uma vida melhor para si e para a sua família em um ambiente democrático.
Bora, Lula!
Feito no Espírito Santo.



