Atualizado em 16/07/2026 – 00:03
Depois de divulgar, ao longo desta semana, os cenários para a Presidência da República e para o Senado, o VIXFeed apresenta agora os números da nova rodada do Instituto França para o Governo do Espírito Santo.
A pesquisa mostra uma disputa ainda aberta. Lorenzo Pazolini aparece numericamente à frente nos cenários de primeiro turno em que participa, mas Ricardo Ferraço permanece próximo e registra uma pequena vantagem no confronto direto entre os dois.
A diferença no segundo turno é inferior a um ponto percentual, resultado que configura empate técnico e praticamente numérico. O levantamento também aponta crescimento de Helder Salomão em relação à rodada de maio, especialmente quando o candidato é associado ao presidente Lula e na simulação contra Pazolini.
Pazolini e Ferraço aparecem tecnicamente empatados no primeiro turno
No cenário estimulado com quatro nomes, Lorenzo Pazolini registra 29,71% das intenções de voto, enquanto Ricardo Ferraço aparece com 27,72%. A diferença é de 1,99 ponto percentual, dentro da margem de erro informada pelo levantamento.
Magno Malta marca 13,30%, e Helder Salomão aparece com 8,87%. Os entrevistados que afirmaram votar em branco, anular ou não escolher nenhum candidato representam 5,32%. Outros 15,08% não souberam ou preferiram não responder.
O resultado apresenta uma inversão numérica em relação à pesquisa divulgada em maio. Na rodada anterior, Ferraço tinha 23,92%, enquanto Pazolini aparecia com 21,09%.
Agora, Pazolini registra um avanço de 8,62 pontos percentuais e passa numericamente para a primeira posição. Ferraço cresce 3,80 pontos. Helder também avança, saindo de 6,68% para 8,87%, enquanto Magno oscila de 13,93% para 13,30%.
Apesar da mudança na ordem, a diferença entre os dois primeiros continua insuficiente para indicar uma liderança estatisticamente segura.
Sem Magno, diferença continua sem definição estatística
Em um segundo cenário, sem a presença de Magno Malta, Pazolini registra 34,37%, enquanto Ferraço aparece com 30,60%.
A distância numérica entre os dois é de 3,77 pontos percentuais. Considerando a margem de erro de três pontos para mais ou para menos, as faixas possíveis dos candidatos continuam se sobrepondo.
Helder Salomão chega a 10,64%. Outros 7,54% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos nomes apresentados. Os que não souberam ou não responderam representam 16,85%.
Os três candidatos crescem em comparação com o cenário equivalente da rodada anterior. Em maio, Pazolini tinha 27,79%, Ferraço registrava 27,47% e Helder aparecia com 6,62%.
Pazolini avança 6,58 pontos, Ferraço cresce 3,13 e Helder aumenta 4,02 pontos.
A comparação entre os dois cenários de julho também mostra o peso de Magno Malta na organização do campo conservador. Com o senador na lista, Pazolini tem 29,71%. Sem ele, alcança 34,37%, uma diferença de 4,66 pontos percentuais.
Ferraço lidera cenário sem Pazolini
O Instituto França também testou uma composição sem Lorenzo Pazolini. Nesse cenário, Ricardo Ferraço aparece numericamente à frente, com 26,61%.
Magno Malta registra 21,51%, seguido por Paulo Hartung, com 20,62%. Helder Salomão aparece com 9,76%.
Os votos em branco, nulo ou nenhum somam 9,53%, enquanto 11,97% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.
Ferraço, Magno e Hartung aparecem dentro de uma faixa de 5,99 pontos percentuais. Os intervalos dos três nomes se sobrepõem, mantendo o cenário sem uma liderança estatisticamente consolidada.
Apoios políticos reorganizam a disputa
Quando os nomes dos candidatos são apresentados ao lado de seus principais apoiadores, a distribuição das intenções de voto muda de forma significativa.
Pazolini, associado a Flávio Bolsonaro, registra 41,91%. Ferraço, apresentado com o apoio de Renato Casagrande, aparece com 28,82%. Helder, associado ao presidente Lula, chega a 15,30%.
Outros 5,99% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum candidato. Os que não souberam ou não responderam representam 7,98%.
Na comparação com o cenário formado pelos mesmos três nomes, mas sem a apresentação dos apoios, Pazolini passa de 34,37% para 41,91%.
Helder também é beneficiado pela associação política. Seu percentual aumenta de 10,64% para 15,30% quando o nome de Lula é incluído na pergunta, um crescimento de 4,66 pontos.
Ferraço oscila de 30,60% para 28,82% ao ser apresentado ao lado de Casagrande.
Os números mostram que a polarização nacional tem capacidade de influenciar a disputa estadual, fortalecendo principalmente as candidaturas diretamente associadas a Flávio Bolsonaro e Lula.
Ferraço e Pazolini ficam separados por menos de um ponto
No confronto direto entre Ricardo Ferraço e Lorenzo Pazolini, Ferraço registra 43,06%, enquanto Pazolini aparece com 42,12%.
A diferença é de apenas 0,94 ponto percentual, configurando empate técnico e praticamente numérico.
Outros 7,06% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois. Os que não souberam ou preferiram não responder somam 7,76%.
A disputa ficou ainda mais apertada em relação à rodada de maio. No levantamento anterior, Ferraço tinha 35,45%, contra 32,78% de Pazolini, uma diferença de 2,67 pontos.
Os dois cresceram na nova pesquisa. Ferraço avançou 7,61 pontos, enquanto Pazolini aumentou 9,34. Com isso, a distância entre eles caiu para menos de um ponto.
Também houve uma redução expressiva do grupo que não escolhia nenhum dos dois. Em maio, branco, nulo, nenhum e indecisos somavam 31,77%. Agora, representam 14,82%.
O resultado mostra que a vantagem numérica de Pazolini no primeiro turno não se repete no cenário decisivo. Quando os dois são colocados frente a frente, Ferraço permanece competitivo e aparece ligeiramente à frente.
Ferraço vence Helder, que cresce em relação a maio
Em um eventual segundo turno entre Ricardo Ferraço e Helder Salomão, Ferraço aparece com 49,41%, enquanto Helder registra 19,53%.
Os votos em branco, nulo ou nenhum chegam a 21,88%, e 9,18% não souberam ou não responderam.
Na rodada anterior, Ferraço tinha 45,21% e Helder aparecia com 13,38%. Ferraço cresce 4,20 pontos, enquanto Helder avança 6,15.
A distância continua ampla, mas o candidato do PT apresenta crescimento superior ao de Ferraço na comparação entre as duas rodadas.
Helder tem avanço expressivo contra Pazolini
No confronto direto entre Lorenzo Pazolini e Helder Salomão, Pazolini registra 49,65%, enquanto Helder alcança 29,18%.
Outros 12,24% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos candidatos. Os indecisos representam 8,93%.
Esse é o cenário em que Helder apresenta seu maior crescimento em relação à pesquisa de maio. Na rodada anterior, ele tinha 17,44% contra Pazolini. Agora, chega a 29,18%, um avanço de 11,74 pontos percentuais.
Pazolini também cresce, passando de 43,90% para 49,65%. A distância entre os dois, porém, diminui de 26,46 para 20,47 pontos.
O crescimento de Helder também aparece no primeiro turno e no cenário em que seu nome é associado a Lula. Embora continue atrás dos dois principais nomes, a nova rodada mostra uma candidatura mais instalada no eleitorado capixaba do que a registrada em maio.
Cenário permanece aberto
A pesquisa apresenta uma eleição estadual ainda distante de uma definição.
Pazolini aparece numericamente à frente nos cenários de primeiro turno em que participa, especialmente quando seu nome é ligado a Flávio Bolsonaro. Essa vantagem, porém, desaparece no confronto direto com Ferraço.
Ferraço mantém uma base competitiva e registra 43,06% no segundo turno, ficando numericamente à frente por menos de um ponto. O resultado confirma que a disputa entre os dois principais nomes permanece completamente aberta.
Helder cresce em todos os cenários comparáveis com a rodada anterior. O avanço mais expressivo acontece contra Pazolini e quando o candidato aparece associado ao presidente Lula.
Magno Malta também continua sendo uma peça relevante na composição eleitoral. Sua presença fragmenta o campo da direita e reduz o percentual obtido por Pazolini no primeiro turno.
Ficha técnica
O Instituto França ouviu 1.066 eleitores no Espírito Santo entre os dias 1º e 7 de julho de 2026. A margem de erro informada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O universo pesquisado é de 2.990.582 eleitores. O levantamento para governador e senador está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número ES-00824/2026.

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