Atualizado em 04/04/2025 – 16:46
Familiares e amigos realizam, no dia 13 de abril (domingo), um ato público em memória de Luísa Lopes e para cobrar celeridade da Justiça, três anos após o atropelamento que tirou sua vida na Avenida Dante Michelini, em Vitória.
O encontro está marcado para as 9h, no monumento “bikeghost” instalado na orla de Camburi, em frente ao Clube dos Oficiais, local próximo ao ponto onde ocorreu o acidente em 15 de abril de 2022.
Segundo o inquérito policial, Luísa foi atropelada enquanto atravessava na faixa de pedestres por um veículo conduzido por Adriana Felisberto, que dirigia sob efeito de álcool e medicamentos controlados. A investigação apontou que a motorista havia consumido 23 goles de cerveja e 20 de vodca antes do acidente.
As câmeras de segurança que registraram o momento do impacto e os laudos periciais confirmaram que a vítima estava na faixa de pedestres quando tentou desviar da colisão iminente. O caso foi tipificado como homicídio doloso duplamente qualificado, pela impossibilidade de defesa da vítima e por perigo comum, na modalidade de dolo eventual.
“Demorado demais”, diz amiga sobre processo
Para Léa Queiroz, amiga próxima de Luísa, o andamento do processo judicial tem sido “muito demorado” e, segundo ela, beneficia apenas a motorista envolvida no acidente. “É como se estivesse beneficiando a pessoa, né? Só ela, porque ninguém mais é beneficiado nessa história”, afirmou em entrevista ao VIXFeed.
Léa conheceu Luísa por volta de 2011 e estreitou laços com ela durante um curso de qualificação profissional em dança no Museu do Negro em 2017 e 2018. Ela destacou a responsabilidade da jovem como uma característica marcante: “A Luísa era uma jovem extremamente responsável. Muito responsável ao ponto de falar ‘isso vai fazer bem para mim e para a minha família, isso não vai fazer bem'”, relatou.
Segundo a amiga, em 2018, Luísa desistiu do curso de dança porque percebeu que suas notas na faculdade estavam sendo prejudicadas, uma decisão que, para Léa, demonstra o comprometimento da jovem com seus objetivos. “A responsabilidade dela era uma coisa assombrosa, que a gente não vê na maioria dos adolescentes e jovens hoje”, completou.
Mobilização por justiça continua
Apesar da conclusão do inquérito, o processo judicial ainda não apresentou desfecho, o que motiva a mobilização. “Para não esquecer. Para que mais ciclistas não sejam levados pela imprudência e violência no trânsito. Para celebrar a vida de Luísa”, diz o texto da convocação para o ato.
Durante o evento, os organizadores farão a revitalização do monumento que homenageia Luísa, instalado como símbolo de resistência e luto. Os participantes podem contribuir com tintas, flores e materiais informativos, além de apoio financeiro via PIX para o e-mail [email protected].
Ato por Justiça para Luísa Lopes
Data: 13 de abril (domingo)
Horário: A partir das 9h
Local: Monumento Bikeghost da Luísa – Praia de Camburi, em frente ao Clube dos Oficiais

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