Atualizado em 10/03/2026 – 08:35
O Espírito Santo tem um representante na “Casa Brasil, a exposição”, no Rio de Janeiro, que reúne obras de 57 artistas de todas as regiões do país. Natural de João Neiva, Rick Rodrigues apresenta a obra “Quando morre o rio nasce (acontece) o nosso encontro”, com bordados sobre tecido voil e bastidores de bambu.
A exposição coletiva, que já recebeu mais de 75 mil visitantes em pouco mais de três meses, tem como objetivo ressaltar a riqueza da arte brasileira e fica em cartaz até o dia 15 de março. A Casa Brasil, antiga Casa França-Brasil, é apresentada pelo Ministério da Cultura e Petrobras.
O artista propõe um bordado cartográfico que une os rios capixabas aos cursos d’água que deságuam na Baía de Guanabara. Com pontos como o atrás, nó francês e ponto cheio, entrelaça poéticas do bordado e da geografia, destacando rios como Iguaçu, Macacu e Sarapuí. Sua instalação é travessia e afeto: une territórios, rios e corpos pela fluidez das águas e das memórias bordadas.
“Para a criação da obra da exposição Casa Brasil, propus criar um percurso pelas águas da minha cidade à Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro. Para esse caminho lúdico, bordei o Piraquê-Açu, desde a sua nascente, em Santa Teresa, o caminho que faz por João Neiva (demarcado por uma gota de miçanga transparente), até seu deságue no mar de Santa Cruz. Nessa mistura da água doce com a salgada, dá-se o nosso encontro”, conta Rick Rodrigues, de 37 anos, que é artista plástico e Mestre em Artes pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
A Casa Brasil, centro cultural do Governo do Estado do Rio de Janeiro, vive uma nova fase após sua reestruturação, realizada em parceria com a V ARTE e viabilizada pelo Ministério da Cultura e pelo Governo Federal, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio oficial da Petrobras. Contemplada pelo edital Novos Eixos – Ícones da Cultura Brasileira, a iniciativa concorreu com mais de 8 mil propostas e foi uma das selecionadas no Programa Petrobras Cultural, reafirmando a missão do equipamento de valorizar a produção artística nacional, ampliar o acesso e colocar a brasilidade no centro de sua atuação.
“A Casa Brasil já surge como um episódio histórico, dado seu objetivo de estrear o novo conceito com artistas de todas as regiões do país, somado ao tempo de vida e história do prédio. A criação de espaços que recebem a arte brasileira é fundamental porque atua em várias frentes (culturais, sociais, políticas e simbólicas) que se entrelaçam na construção de um país mais consciente de si mesmo. É fundamental criar espaços que preservam e ativam a memória cultural, como a Casa Brasil”, disse o artista capixaba.
Entre os selecionados por convocatória pública em todo o país, o Espírito Santo ganha voz por meio da obra de Rick Rodrigues, que integra a exposição na Casa Brasil.
“Reabrimos nossas portas para apresentar os ‘brasis’, suas territorialidades e diferentes formas de pensar, criando significados poéticos para tantas possibilidades. A mostra conta com mais de 250 obras e agradecemos todos os artistas que estão participando da exposição, representando tantas riquezas da cultura nacional que foram selecionadas por meio de convocatória pública”, conta Tania Queiroz, diretora do equipamento.
“Todas as regiões do país estão representadas, atendendo a uma preocupação central da curadoria expressa na seleção. É uma oportunidade ímpar o novo momento deste espaço do Rio de Janeiro trazer para centro do seu pensamento o fomento às diversas vertentes da cultura brasileira”, afirma Jocelino Pessoa, diretor da V ARTE, que divide a curadoria da exposição com Aliã Guajajara, Cadu, Marcelo Campos e Tania Queiroz.
Serviço
Casa Brasil, a exposição e Tarde do Fauno
Até 15 de março de 2026
De terça a domingo de 10h às 17h (Confira a programação semanal nas redes da Casa)
Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro,
Entrada Gratuita
Classificação Livre

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