O VIXFeed agora mostra aos leitores a qualidade do ar em Vitória. O indicador fica no topo do portal, ao lado da marca, e traz a classificação do ar e o valor do Índice de Qualidade do Ar (IQAr). Os dados são do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), responsável pelo monitoramento no Espírito Santo.
No celular, a informação aparece logo abaixo do cabeçalho, antes das notícias. Nesta quarta-feira (4), por exemplo, o painel marcava qualidade moderada, com IQAr 49.
A ideia é tratar a qualidade do ar como informação de serviço, consultada com a mesma naturalidade da previsão do tempo. O dado interessa a quem corre ou pedala ao ar livre, a famílias com crianças pequenas e idosos e a pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas.
Como o índice é calculado
O IQAr é um número sem unidade que vai de 0 a 400, dividido em cinco faixas. Cada faixa corresponde a uma classificação, de "boa" a "péssima".
Entram no cálculo seis poluentes: as partículas inaláveis MP10 e MP2,5, o ozônio (O3), o monóxido de carbono (CO), o dióxido de nitrogênio (NO2) e o dióxido de enxofre (SO2).
Cada poluente recebe um índice próprio, e o número divulgado é o do poluente em pior situação na estação. Ou seja, basta um poluente acima do recomendado para piorar a classificação do dia.
As faixas seguem os valores-guia da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2021, e os padrões da Resolução nº 506/2024 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). O método é o definido pelo Ministério do Meio Ambiente. Pelas regras, o ar só pode ser classificado como "bom" quando os padrões finais são respeitados no dia e no local medidos.
O que significa cada faixa
Na faixa moderada, como a registrada nesta quarta, apenas os grupos sensíveis tendem a sentir efeitos. Veja o que cada classificação indica:

Quem mede o ar da capital
Em Vitória, os dados vêm da Rede Automática de Monitoramento da Qualidade do Ar da Região da Grande Vitória (RAMQAr RGV), operada pelo Iema. A rede tem estações na capital, em bairros como Jardim Camburi, Enseada do Suá e Centro, além de pontos na Serra, em Vila Velha e em Cariacica.
Os números divulgados são preliminares. Segundo o Iema, eles ainda passam por validação e podem ser revisados depois.
O índice não mede o pó preto. A poeira que se acumula em casas e varandas, antiga queixa dos moradores da Grande Vitória, é acompanhada à parte pelo instituto, numa rede manual de monitoramento de poeira sedimentável. Quem quiser os dados de todas as estações pode consultar o mapa e o boletim diário publicados no site do Iema.
Feito no Espírito Santo.




