Atualizado em 15/01/2026 – 16:08
A Receita Federal voltou a desmentir, nesta semana, informações falsas que circulam nas redes sociais sobre uma suposta taxação ou monitoramento de transações feitas via Pix. Segundo o órgão, não existe qualquer imposto sobre o uso do sistema de pagamentos, nem fiscalização com esse objetivo, prática que seria proibida pela Constituição Federal.
Em nota oficial, a Receita afirma que mensagens que falam em “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” são completamente falsas. O Pix é apenas um meio de pagamento, assim como dinheiro ou cartão, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo.
Os boatos mais recentes citam de forma distorcida a Instrução Normativa nº 2.278, publicada em agosto do ano passado. De acordo com o Fisco, a norma não autoriza rastreamento de transações individuais nem acesso a valores, origem ou natureza dos gastos dos cidadãos. O texto apenas estende às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais desde 2015, dentro das regras de combate à lavagem de dinheiro.
Vídeos e desinformação nas redes
As informações falsas voltaram a ganhar força após a divulgação de novos vídeos pelo deputado Nikolas Ferreira, nos quais ele afirma que o governo estaria retomando o monitoramento do Pix. Segundo a Receita, esse tipo de conteúdo tem como objetivo gerar pânico financeiro, confundir a população e enfraquecer a confiança em um dos principais meios de pagamento do país.
O órgão também alerta que a disseminação dessas notícias atende a interesses do crime organizado e de pessoas que lucram com engajamento e monetização de desinformação.
Pix não tem relação com mudanças no Imposto de Renda
No mesmo comunicado, a Receita destacou que informações verdadeiras vêm sendo distorcidas. Desde janeiro, pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês estão isentas do Imposto de Renda, e rendas de até R$ 7.350 contam com desconto no valor devido. Essas mudanças, segundo o Fisco, não têm qualquer relação com Pix, monitoramento de transações ou criação de novos tributos.
Alerta para golpes
A Receita Federal também chama atenção para o aumento de golpes que se aproveitam da desinformação. Criminosos usam mensagens alarmistas para tentar extorquir vítimas, pedir pagamentos indevidos ou coletar dados pessoais por meio de ligações, redes sociais e aplicativos de mensagem.
A orientação é desconfiar de conteúdos sem fonte confiável, evitar o compartilhamento de mensagens alarmistas e buscar informações apenas em canais oficiais do governo ou em veículos de imprensa profissional. Qualquer mensagem que solicite pagamento, dados pessoais ou “regularização” envolvendo Pix e impostos deve ser tratada como tentativa de golpe.
O VIXFeed segue acompanhando o tema e reforça: até o momento, não existe qualquer taxação sobre o Pix no Brasil.

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