O governador Ricardo Ferraço (MDB) é o candidato menos rejeitado entre os principais nomes da disputa pelo Governo do Espírito Santo, segundo a nova rodada do Instituto França. Ele registra 9,05% de rejeição, contra 12,67% de Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Helder Salomão (PT) aparece com o maior índice do levantamento, 23,30%, quase o dobro do segundo colocado.
Como ficou a rejeição
Questionados sobre em qual candidato não votariam, os entrevistados apontaram Helder Salomão em 23,30% das respostas. Lorenzo Pazolini foi citado por 12,67%, e Ricardo Ferraço, por 9,05%.
Breno Barcelos (Missão) registra 2,71% e Rafael Demuner (UP), 1,58%.
Os que responderam branco, nulo ou nenhum somam 9,28%, enquanto 41,41% não souberam ou preferiram não responder.
Ferraço e Pazolini na comparação
A diferença para Pazolini é de 3,62 pontos percentuais. Com a margem de erro de 2,7 pontos para mais ou para menos, os intervalos possíveis dos dois ainda se sobrepõem, o que impede afirmar que a vantagem é estatisticamente segura. A ordem, porém, é essa: entre os dois candidatos que aparecem tecnicamente empatados na intenção de voto, o governador é o menos rejeitado.
Em uma disputa decidida por menos de um ponto percentual nos cenários de segundo turno, a diferença de rejeição é uma das poucas assimetrias registradas entre os dois.
O caso de Helder Salomão
O índice do deputado federal ajuda a explicar um comportamento observado nos cenários de segundo turno divulgados na terça-feira (8).
Nos confrontos em que Helder aparece, os votos em branco, nulos e em nenhum candidato atingem os maiores patamares de toda a pesquisa. No cenário contra Ferraço, chegam a 22,85%, e sobem a 23,98% quando os apoios políticos são mencionados.
Os 23,30% de rejeição declarada mostram que essa recusa não é apenas indefinição. Trata-se de um contingente que já descartou o nome do petista.
Metade do eleitorado não apontou ninguém
O número mais expressivo do recorte, porém, não pertence a nenhum candidato.
Somados, os que não souberam responder e os que citaram branco, nulo ou nenhum chegam a 50,69%. Metade dos entrevistados não indicou um nome em que se recusaria a votar.
O dado indica que a rejeição ainda não está consolidada no eleitorado capixaba. É um contingente que pode se movimentar durante a campanha, especialmente com o início da propaganda eleitoral e a intensificação do confronto entre os candidatos.
Um ativo em disputa
Em uma eleição em que os cenários de intenção de voto apontam empate técnico, a rejeição funciona como indicador do espaço que cada candidato tem para crescer.
Ferraço parte da posição mais confortável entre os principais nomes, com o menor índice registrado. Pazolini aparece acima dele, ainda que a diferença esteja na faixa de sobreposição estatística. Helder Salomão enfrenta o obstáculo mais evidente, com quase um quarto do eleitorado declarando que não votaria em seu nome.
Com metade dos entrevistados ainda sem uma recusa definida, no entanto, o quadro permanece aberto.
Nova rodada no Espírito Santo
A pesquisa integra a nova rodada do Instituto França sobre as eleições de 2026 no Espírito Santo.
Nos próximos dias, o VIXFeed publica os números da disputa à Presidência da República no estado. Já foram divulgados os cenários para o Senado, no sábado (5), o cenário espontâneo para o Governo do Estado, no domingo (6), os cenários estimulados e com apoios, na segunda-feira (7), e as simulações de segundo turno, na terça-feira (8).
Ficha técnica
O Instituto França ouviu 1.326 eleitores no Espírito Santo entre os dias 20 e 26 de agosto de 2026. A margem de erro informada é de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O universo pesquisado é de 2.990.582 eleitores. O levantamento para governador e senador está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número ES-07315/2026.

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