Atualizado em 27/03/2025 – 12:23
Uma mulher de 35 anos foi presa em flagrante suspeita de roubar cerca de R$ 20 mil em joias de uma residência em Itapuã, Vila Velha, enquanto se passava por diarista. De acordo com a Polícia Civil, durante as investigações foram encontrados outros 10 boletins de ocorrência contra a suspeita pelo mesmo tipo de crime, e o prejuízo total às vítimas pode chegar a R$ 500 mil.
A prisão ocorreu no dia 12 de março deste ano, mas todos os detalhes foram revelados pela polícia em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (26). A suspeita foi identificada como Andreia Cardoso de Jesus Santos.
Segundo o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, Andreia cometia os furtos enquanto se passava por diarista. A investigada se cadastrava em empresas que terceirizam esse tipo de serviço e, quando chamada para atender algum cliente da empresa, roubava joias na residência e informações de cartões de crédito, através de fotos.
“Nós fomos perceber, a partir dessa prisão em flagrante no dia 12 de março, que ela havia causado um enorme prejuízo à diversas vítimas. Prejuízo que somado pode ultrapassar o valor de R$ 400 mil ou R$ 500 mil”, explicou o delegado.

Investigações
As investigações tiveram início quando uma vítima procurou a polícia relatando o furto de R$ 20 mil em joias da sua residência em Itapuã, Vila Velha. No caso, Andreia se cadastrou em uma empresa utilizando a identidade de outra pessoa, chamada Daiana. A vítima percebeu o furto após a partida repentina da suposta diarista, conforme explicou o delegado.
“No dia 11 de março, ela chegou à residência da vítima às 8h e às 10h30 ela informou que o filho estava passando mal [e foi embora]. A vítima achou aquilo estranho e quando foi ao quarto percebeu que sua bolsa estava toda revirada. De pronto ela já viu que tinha sofrido esse prejuízo de mais de R$ 20 mil, entrou em contato com a empresa, que pediu para ela informar as características dessa diarista”, relatou o delegado Gabriel Monteiro.
Ainda segundo o delegado, a dona da empresa, através das características descritas, percebeu que se tratava de Andreia, que já havia sido impedida de atuar em diversas dessas empresas por conta dos furtos. Por isso, nesse e em pelo menos outros três casos, ela utilizou outra identidade.
“Ela ficou ‘queimada’ em todas as empresas que prestam esses serviços e ela utilizou uma nova fórmula: ela ia até as vítimas, pegava cartões de crédito, tirava fotos, realizava compras, e também pegava o documento da vítima. Com esse documento, ela fazia um cadastro nessas empresas, com o número [de celular] dela e quem ia nas residências era a Andreia”, esclareceu o chefe da Deic, delegado Gabriel Monteiro.
Após a fala da dona da empresa de serviços terceirizados, a Polícia Civil conseguiu acesso às imagens do sistema de monitoramento do prédio da vítima, em Itapuã, e confirmou que quem havia cometido o crime era Andreia.
Prisão em flagrante
A prisão foi efetuada no dia 12 de março, um dia após o furto de R$ 20 mil em joias que deu início às investigações. A polícia recebeu informações de que a suspeita havia sido chamada para prestar serviço em um residência na Enseada do Suá e a interceptou lá, efetuando a prisão em flagrante pelo crime de furto qualificado.
O delegado Gabriel Monteiro declarou que durante o processo a investigada demonstrou frieza, com frases como “será que eu vou aparecer na TV?” e confessou todos os crimes:
“Ela foi levada a delegacia, confessou todos os fatos e, inclusive, informou que teria vendido as joias que foram furtadas no dia 11 para uma pessoa. Entramos em contato, essa pessoa encaminhou essas joias para delegacia. Logo após, ele foi ouvido e foi autuado pelo crime de receptação qualificada”, declarou o delegado.

A polícia informou que o homem que recebeu as joias trabalhava com comércio irregular e está sendo investigado.
Próximos passos
No momento, Andreia segue presa preventivamente pelos crimes de furto qualificado e uso de identidade falsa com o intuito de obter vantagens ou causar danos a alguém, relacionados ao caso ocorrido em Itapuã. Entretanto, todos os 10 boletins de ocorrência encontrados contra ela serão levados em consideração.
“Nós assumimos todas essas ocorrências. Têm uma ocorrência lá de R$ 120 mil de joias apurada, já está em inquérito policial. Então, agora, nós vamos juntar todos esses inquéritos. Vamos indiciar ela, encaminhar para a justiça. E ela sendo denunciada e, porventura, condenada, todas essas penas, por todos esses fatos, vão ser unificadas perante a justiça. E a pena dela vai se somar e não vai ser uma pena simplesmente de 2 a 8, até 10 anos. Vai ser muito mais”, declarou o delegado Gabriel Monteiro, chefe da Deic.

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