Atualizado em 25/02/2026 – 08:16
A Mosaico Fotogaleria inaugura sua programação de 2026 com a exposição “Rodoviária de Brasília”, do fotógrafo e colecionador Joaquim Paiva, com abertura nesta quinta-feira (26), às 19h, em Vitória. O artista estará presente no evento e também participa de um bate-papo com o público na sexta-feira (27), na própria galeria. A entrada é gratuita e a exposição segue em cartaz até 27 de abril, com visitas agendadas previamente.
A série, que será apresentada pela primeira vez no Espírito Santo, reúne 20 fotografias analógicas, produzidas entre 1981 e 1984, na Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília. As imagens retratam o cotidiano dos trabalhadores da capital federal.
Recém-chegado ao Brasil após anos atuando como diplomata no Canadá e na Venezuela, Paiva encontrou na rodoviária um ponto de reconexão com o país. “Preferi fotografar pessoas na rua e não arquitetura ousada ou figuras políticas. Em 1981, recém-chegado após sete anos no Canadá e na Venezuela, esperava reencontrar o Brasil. E, para mim, o lugar mais próximo do Brasil era a rodoviária”.
De acordo com Gabriel Lordello, fotógrafo e sócio da Mosaico Fotogaleria, o trabalho se destaca pelo olhar sensível sobre o cotidiano e o “simples”, sem apelos pitorescos.
“Joaquim captou de forma muito particular a simplicidade do povo brasileiro em Brasília, que reunia pessoas vindas de todos os estados para trabalhar na capital federal. Uma pesquisa de quatro anos que apresenta cenas cotidianas repletas de significados e sutilezas, com uma estética suave, com textura e cores que remetem muito bem a época, características do filme analógico, tornando esse registro de época ainda mais único e sensível”, explica Lordello.
Sobre o artista
Natural de Mimoso do Sul (ES), Joaquim Paiva é fotógrafo, colecionador de fotografia e escreve seus diários autobiográficos e visuais desde 1998. Iniciou sua trajetória na fotografia nos anos 1970, realizando as suas primeiras séries e dando início a uma produção que o consolidou como um dos nomes relevantes da fotografia brasileira.
Participou de diversas exposições como fotógrafo e organizou muitas outras como colecionador e curador. Publicou alguns livros, dentre eles “1927-1970” (em homenagem a sua mãe, em 2019); “128 diários” (livro de artista, 2017); “Farsa Truque Ilusões” (2017) e “Foto na hora: lembrança de Brasília” (2013). Em 1981, traduziu a 1a edição em português de “Sobre Fotografia”, de Susan Sontag.
Além disso, possui trabalhos em coleções como Biblioteca Nacional da França (MEP, Paris); Centro de La Imagen (México); Museum of Fine Arts Houston (EUA); Museu da Memória Candanga (Brasília), entre outros. Vem revisando portfólios no FotoFest Houston EUA desde 2000, e em outros festivais, como FotoRio, FestFotoPoa Porto Alegre e Encuentros Abiertos Buenos Aires.
“Receber o Joaquim aqui em Vitória é um privilégio para nós. Além de grande fotógrafo, é curador e o maior colecionador de fotografias do Brasil. Grande parte desse acervo foi cedido ao Museu de Arte Moderna do Rio, permitindo acesso à comunidade. Profundo conhecedor da fotografia brasileira, ele tem muito a contribuir com a fotografia capixaba”, afirma Tadeu Bianconi, da Mosaico Fotogaleria.

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