A disputa política nacional ganhou um novo capítulo que envolve Nossa Senhora Aparecida e o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro.
A questão trata de um projeto de lei apresentado em 2007 por um deputado federal que pretendia mudar a condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. O projeto já foi definitivamente arquivado. Posteriormente, porém, seu autor aliou-se ao grupo político de Jair Bolsonaro, que chegou a nomeá-lo assessor especial da Presidência da República.
Recentemente, começaram a circular postagens ligando Flávio Bolsonaro a essa história. Ao ser questionado, ele atribuiu ao PT, “com ajuda de gente de dentro” da CNBB, essa vinculação de seu nome ao caso, atacando os bispos da entidade.
Aqui no estado, é importante saber como se manifestam sobre esse tema os candidatos que apoiam Flávio Bolsonaro, especialmente Maguinha Malta, que disputa uma vaga no Senado, local de eventual votação sobre o tema caso seja reeditado.
Maguinha, assim como seu pai, Magno Malta, representa uma parcela do segmento evangélico e baseia sua candidatura na defesa do que acredita serem pautas dessa parcela do eleitorado.
Diante disso, pergunta-se: Maguinha Malta já deu alguma declaração a favor de Nossa Senhora Aparecida? Ela defende sua condição de padroeira do Brasil? Caso surja um projeto de lei atacando essa condição, como ela se manifestaria? São perguntas que poderia responder imediatamente.
Junto às respostas sobre sua posição a respeito de Nossa Senhora Aparecida, Maguinha também pode se manifestar sobre o ataque de Flávio Bolsonaro aos bispos da CNBB. Ela concorda com isso?
O fato de Maguinha e também de outros candidatos, como Lorenzo Pazolini e Evair de Melo, não terem se manifestado até agora sobre os ataques aos bispos da CNBB e sobre o tema envolvendo a padroeira do Brasil já demonstra uma omissão questionável para quem tanto fala de fé em sua atuação política.

Os principais eventos do ES toda semana no seu e-mail, totalmente grátis.



