Atualizado em 07/01/2026 – 07:22
As agremiações capixabas já estão se preparando para os desfiles do Carnaval de Vitória de 2026, que acontecem nos dias 6 e 7 de fevereiro. E o VIXFeed continua, nesta quarta-feira (7), a publicar uma série de matérias detalhando a história e também as letras dos sambas-enredo, para que o público chegue em sintonia para a festa no Sambão do Povo.
As publicações estão ocorrendo de acordo com a ordem dos desfiles já pré-estabelecida. Terceira escola a atravessar a avenida pelo Grupo Especial no dia 6 de fevereiro, a Unidos de Jucutuquara apresenta um enredo voltado para a religiosidade, que conta de forma didática a história de Maria Padilha.
Com o enredo “Arreda homem que aí vem mulher”, a escola exalta a popular entidade da Umbanda como um símbolo de liberdade e resistência, apresentando sua trajetória para inspirar os corpos que o mundo tentou silenciar. “Antes do mito, ela foi carne. Antes da fé, foi mulher. A Jucutuquara exalta Maria Padilha — símbolo de coragem, sensualidade e resistência. Nosso enredo é um manifesto poético e espiritual por todas as vozes silenciadas. Um desfile que dança entre o sagrado e o profano, o grito e o feitiço”, declara a agremiação em uma postagem do Instagram.
O samba-enredo foi composto por Rafael Mikaia, Roberth Melodia, Sylvio Poesia, Estevão Ferreira, Carlos Jarjura, Ana Werka e Vini BH. A canção, interpretada por Kaike Santanna, já está disponível on-line, no Youtube e Spotify da Liga das Escolas de Samba do Carnaval de Vitória (Liesge).
Confira a letra e o samba:
Arreda homem que aí vem mulher
Você sabe quem eu sou pela minha gargalhada
A rainha dessas ruas, da encruzilhada
Sou eu, sou eu! Sou Maria, sou Odara
A Padilha da Nação Jucutuquara
Deu meia noite, galo canta na porteira
O clarão da Lua cheia ilumina o caminhar
Tentaram apagar a minha história
Feito brasa na fogueira insisto em queimar
De saia rodada na madrugada
Fiz altar no cruzeiro
Se meu trono é renegado, coroada no terreiro
Ê, Calunga! Maré que vem e que vai
No sopro o vento me faz a dona do cabaré
Entre dois mundos meu encanto incorporou
Quando o ogã anunciou
Arreda homem que aí vem mulher
Ela é Maria, Mariá
Ela é Maria, Mariá
Feitiço e sedução faço e desfaço
O meu peito é de aço e o coração de sabiá
Se meu coração é bom, a navalha é afiada
O perfume que fascina, veneno que mata
Se queres proteção peça com fé
Inimigo teu come debaixo do meu pé!
A dor que é transformada em amor
A flor que o espinho protege, não trai!
Quem bebe do meu champanhe gira e não cai
(Ô abre a roda pra eu passar)
A voz de quem nunca se cala é Mojubá!

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