Atualizado em 05/02/2025 – 15:31
Um ex-inspetor penitenciário, de 45 anos, foi preso suspeito de matar o porteiro Arthur Vaz Rosa Marcos (foto), de 41, em janeiro deste ano, em Vitória, com um tiro na cabeça. O assassinato ocorreu após o investigado descobrir que a mulher com quem se relacionava estava tendo um caso com a vítima, que era padrasto dela.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito era obcecado pela namorada ao ponto de realizar até mesmo certos “rituais” para mantê-la com ele. A prisão ocorreu no dia 15 de janeiro, mas todas as informações sobre o caso só foram divulgadas em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (5).
O crime
O crime ocorreu no dia 13 de janeiro, na escadaria Cristóvão Ximenes, no Morro do Romão, em Vitória. Na ocasião, Artur, que atuava como porteiro, disse à esposa que iria trabalhar, mas passou a noite na casa da enteada. Pela manhã, ao sair do local, foi surpreendido pelo suspeito, que o aguardava de tocaia. A vítima foi morta com um tiro na cabeça.
De acordo as investigações, o suspeito manteve um relacionamento com a namorada por aproximadamente um ano, período em que desenvolveu uma obsessão por ela. O delegado Moreno Gontijo, adjunto da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, contou que o suspeito realizava “rituais” para que os dois ficassem juntos.
“Ele fazia ‘rituais de magia’ e invocações com o nome dela, o nome dele e falsas datas de casamento entre os dois. Quando ele descobriu que ela tinha um caso com um padrasto, ele premeditou o homicídio de Arthur”, afirmou o delegado.
Segundo as investigações, o suspeito tinha fotos do carro da vítima em seu celular, o que, para a polícia, indica que ele já vinha monitorando Arthur e premeditando o crime.
A prisão
Após o crime, o suspeito fugiu para a Serra e, em seguida, para a casa de um conhecido em Ilha da Conceição, Vila Velha. No dia 15 de janeiro, a polícia o localizou e efetuou a prisão. As investigações indicaram que a companheira dele não teve qualquer envolvimento no homicídio.
Durante o depoimento, o suspeito não confessou o crime, mas afirmou possuir porte de arma por ter atuado como inspetor penitenciário em regime de designação temporária. Questionado sobre o paradeiro da pistola, ele alegou que o armamento havia sido roubado no dia anterior à sua prisão.
Agora, ele responderá por homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.
Segundo o Portal da Transparência do Governo do Estado, Olavo exerceu a função de inspetor penitenciário temporário entre 2013 e 2020. Em 2022, também atuou como monitor de ressocialização prisional, igualmente em regime temporário.
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