Atualizado em 27/03/2025 – 13:13
A taxa de inadimplência no Espírito Santo registrou nova queda em fevereiro, com 43 mil pessoas saindo do vermelho em relação a janeiro, uma redução de 1,1 ponto percentual. Na comparação com fevereiro de 2024, a queda é ainda mais expressiva: 4,3 pontos percentuais, representando cerca de 170 mil capixabas a menos em situação de inadimplência. Com esses números, o estado ocupa a 6ª posição entre as unidades federativas que mais reduziram a inadimplência nos últimos 12 meses.
Os dados são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), baseados na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
“A queda da inadimplência capixaba indica uma melhora da situação financeira das famílias, levando bem-estar, já que a capacidade de pagamento aumenta e, consequentemente, seu poder de compra”, avalia Ana Carolina Júlio, coordenadora de pesquisa do Observatório do Comércio, o Connect Fecomércio-ES.
Endividamento também em queda
Além da inadimplência, a taxa de endividamento dos capixabas também apresentou redução, passando de 88,7% em janeiro para 88,4% em fevereiro, indicando diminuição no número de pessoas com contas a pagar. Comparando fevereiro de 2024 com o mesmo mês de 2025, a quantidade de famílias endividadas diminuiu 1,8 ponto percentual.
A pesquisa revela que, no Espírito Santo, as famílias com renda superior a 10 salários mínimos (R$ 15.180) são menos inadimplentes que a média brasileira. Por outro lado, quando se trata de endividamento geral, os grupos familiares capixabas superam a média nacional.
“Outro aspecto relevante do levantamento é que as famílias capixabas com até 10 salários mínimos reduziram a quantidade de dívidas de curto prazo (até 6 meses). Além disso, há um baixo grau de endividamento, já que o percentual de pessoas com até 10% da renda comprometida cresceu”, destacou Ana Carolina Júlio.
Tempo para quitar débitos
De acordo com o estudo, as famílias de menor renda (até 10 salários mínimos) levam em média 71 dias para pagar as dívidas atrasadas, enquanto as de maior renda (acima de 10 salários mínimos) precisam de 65 dias.
“Mesmo assim, a capacidade de pagamento (total ou parcial) das famílias capixabas aumentou em fevereiro em ambos os grupos familiares: 40,1% dos capixabas com menor renda e 61,1% dos de maior salários afirmam serem capazes de quitar suas dívidas em atraso. Além disso, fevereiro também apresentou uma retração no percentual de famílias com dívidas em atraso há mais de três meses”, ressaltou a coordenadora do Connect Fecomércio-ES.
Principais fontes de endividamento
Para as famílias com menor renda, as três principais fontes de endividamento são:
- Cartão de crédito: 90,8%
- Crédito pessoal: 14,2%
- Carnês: 8,1%
Já para as famílias de maior renda, os principais débitos são:
- Cartão de crédito: 94%
- Financiamento de casa: 13,8%
- Financiamento de carro: 12,6%
Dicas para evitar dívidas
A coordenadora do Connect Fecomércio-ES recomenda que, para reduzir os riscos de inadimplência, as famílias devem manter um orçamento estruturado, elaborando uma planilha mensal para detalhar receitas e despesas, com categorização por prioridade. Além disso, é importante constituir uma reserva de emergência equivalente a três a seis meses de despesas essenciais.
“Também é essencial utilizar aplicativos ou notificações bancárias para acompanhar vencimentos de contas e, quando necessário, buscar uma renegociação preventiva, ou seja, comunicação antecipada a credores diante da previsão de dificuldades temporárias. Tenha sempre em mente que é preciso quitar com prioridade as dívidas com maiores taxas de juros, reduzindo o custo financeiro total”, orientou Ana Carolina.
A pesquisa completa, com dados detalhados, está disponível no site https://portaldocomercio-es.com.br.

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