Atualizado em 27/07/2026 – 15:27
O Espírito Santo agora conta com uma iniciativa criada para promover a equidade de gênero e desenvolver projetos voltados à melhoria da qualidade de vida das mulheres capixabas. Com sede em Vitória, o Instituto MADÁ pretende atuar em todo o estado por meio de pesquisas, ações de formação, articulação com o poder público e participação em redes nacionais e internacionais dedicadas aos direitos das mulheres.
A organização foi apresentada na última semana, durante um evento realizado no HUB ES+, em Vitória, que reuniu pesquisadoras, especialistas e representantes do poder público para discutir desafios e caminhos para o fortalecimento das políticas voltadas às mulheres.
O projeto pretende utilizar dados, ferramentas educativas e articulação institucional para enfrentar desigualdades e contribuir com a formulação de políticas públicas. Atuando sob três eixos estratégicos: educação emancipadora, justiça climática e pesquisa e tecnologias sociais, o MADÁ contará com ações desenvolvidas por meio de metodologias participativas, perspectiva interseccional e escuta das comunidades envolvidas.
Um dos projetos apresentados para inaugurar a atuação do instituto é o “Pesquisadoras do ES”, uma plataforma virtual que mapeia, conecta e divulga o trabalho de mulheres que atuam na produção científica no Espírito Santo. O portal, que já está no ar e pode ser acessado em pesquisadorasdoes.com.br, conta atualmente com 56 pesquisadoras contempladas e pouco mais de 400 artigos, livros, trabalhos e outras publicações.
A diretora executiva do instituto, Mariana Klein, explica que o projeto surgiu da motivação de fazer algo realmente efetivo para transformar a realidade das mulheres. “A MADÁ nasce para enfrentar as desigualdades de gênero de forma concreta. Mulheres como Angela Davis, Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro e Neusa Santos Souza nos ensinaram que não basta identificar o problema: é preciso construir ferramentas que efetivamente mudem a vida de mulheres e meninas no dia a dia”.
Mariana também conta sobre o desejo de crescimento do projeto, para que os trabalhos e estudos possam abranger cada vez mais mulheres e meninas. “Escolhemos o Espírito Santo como ponto de partida porque conhecemos o território, suas desigualdades e suas potências. Mas o horizonte é mais amplo: queremos que o que construirmos aqui sirva de referência para outras regiões do Brasil e da América Latina”, finaliza.

Os principais eventos do ES toda semana no seu e-mail, totalmente grátis.




