Atualizado em 25/01/2026 – 13:52
O Centro de Vitória viveu, no último sábado (24), uma de suas ocupações culturais mais vibrantes do ano com a quarta edição do Disco Voador. O baile gratuito não apenas lotou o tradicional Beco das Pulgas, na Rua Duque de Caxias, como também se espalhou pelas ruas do entorno, especialmente a própria Duque de Caxias e a Rua Nestor Gomes.
Mais do que um ponto fixo, o evento acabou se transformando em um pequeno circuito cultural espontâneo. Frequentadores se alternavam entre o Bar do Beco e a Casa Caipora, que mantinham programações independentes, mas que se conectavam organicamente. O resultado foi um fluxo contínuo de pessoas, sons e encontros, interligados pela música e pela convivência urbana.
Idealizado pelo DJ Fabrício Bravim, o Disco Voador segue a proposta de transformar a rua em pista de dança a céu aberto, com discotecagem exclusivamente em vinil, valorizando brasilidades, MPB e algumas faixas internacionais. Nesta edição, o clima de verão foi o eixo central da curadoria.
Um dos destaques foi a diversidade do público, reunindo diferentes idades e estilos no mesmo espaço, reforçando o caráter inclusivo e intergeracional do evento. A iniciativa conta com apoio da DOIS Curadoria e da Kūra Arquitetura, e nesta edição teve também suporte da Prefeitura de Vitória, que disponibilizou banheiros químicos e equipes de limpeza para manutenção do espaço antes e após o evento.
Apesar do clima tranquilo, a reportagem do VIXFeed observou a ausência da Guarda Municipal no entorno. Embora o próprio público tenha garantido um evento seguro do início ao fim, a falta de apoio institucional na área de segurança ainda é uma lacuna a ser debatida em eventos desse porte.
Ainda assim, o saldo é positivo. O Disco Voador reafirma o potencial do Centro de Vitória como espaço de encontro, cultura e ocupação viva da cidade.

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