Atualizado em 16/04/2026 – 12:55
A perícia criminal confirmou a presença de bromadiolona no material recolhido em uma das alamedas da Mata da Praia, em Vitória. A informação consta no laudo de química forense nº 3196/2026.
O caso teve início em março, após moradores da região entre os bairros Mata da Praia e Jardim da Penha encontrarem uma substância suspeita espalhada pelo chão de uma praça bastante frequentada por famílias, crianças e tutores de animais de estimação, nas proximidades da Alameda Ismael Ribeiro Pereira.
De acordo com relatos, grânulos coloridos, de cor rosa e com aparência semelhante a raticida, estavam distribuídos em diferentes pontos do local. A situação gerou alerta nas redes sociais e mobilizou a comunidade.
Na ocasião, o delegado da Polícia Civil do Espírito Santo, Leandro Piquet, esteve na praça e confirmou que amostras haviam sido recolhidas tanto por moradores quanto pela equipe policial. O material foi encaminhado para análise toxicológica na Polícia Técnico-Científica.
Com a conclusão do laudo, foi identificada a presença de bromadiolona, um anticoagulante do grupo dos cumarínicos, comumente utilizado como raticida.
Segundo informações da medicina veterinária e da medicina humana, a substância é altamente tóxica e pode causar hemorragias graves, intoxicação e risco de morte em animais e seres humanos, inclusive em casos de ingestão acidental.
Comunidade chegou a limpar a área
Antes mesmo da confirmação pericial, moradores já haviam se mobilizado para reduzir os riscos. De acordo com relatos compartilhados em grupos locais, tutores de cães se organizaram para varrer a praça e recolher o maior volume possível do material.
A área é um ponto de convivência frequente, especialmente no fim da tarde e início da noite, quando famílias costumam circular com crianças e pets.
Orientações e investigação
Durante a apuração inicial, o delegado orientou a população a manter animais de estimação na guia, observar o chão com atenção durante os passeios e redobrar os cuidados com crianças pequenas.
Com a confirmação da substância, o caso ganha maior gravidade e reforça a necessidade de investigação sobre a origem e o descarte do material em área pública. Até o momento, não há informações sobre os responsáveis.
Como denunciar
Moradores que identificarem substâncias suspeitas em praças ou outros espaços públicos podem registrar denúncia pelo telefone 181 (Disque-Denúncia) ou procurar a delegacia mais próxima. A orientação é não manusear o material diretamente e, se possível, registrar imagens do local antes de acionar as autoridades.
O caso segue sob investigação.

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