Atualizado em 19/02/2026 – 17:11
Entramos, enfim, em 2026. Depois do calendário oficial de 1º de janeiro, chega a data popular que realmente inaugura o ano: a semana posterior ao Carnaval. E, pelo que já se vê, vem muito pela frente. O que apareceu até agora costuma ser apenas a superfície. Oscar, pesquisas VIXFeed já em março, Copa do Mundo, eleições, Festa do Disco Voador, articulações e inevitáveis traições.
Para aquecer, vale começar pelos dias de folia. Para quem leva a cultura a sério como elemento de afirmação social e também econômica, fica a pergunta: você encontrou algum dos possíveis candidatos a governo nos blocos do Centro de Vitória? Helder Salomão, Lorenzo Pazolini, Paulo Hartung, Arnaldinho Borgo ou Ricardo Ferraço passaram por lá? E vereadores, deputados ou senadores? Vale observar quem ocupa os eventos culturais e quem prefere apenas os palcos oficiais.
O prefeito de Recife, João Campos, virou referência ao participar ativamente dos blocos de rua, sinalizando proximidade com a vida real da cidade. Não é caso isolado no Brasil, mas ainda é exceção.
Enquanto isso, os megacamarotes do Sambão do Povo seguem bem frequentados por autoridades, muitas vezes mais à vontade ali do que no meio da multidão. O contraste fica evidente no fim de semana seguinte, quando a festa acontece no asfalto.
Ainda no Carnaval, o cancelamento do Bloco Regionalzinho da Nair foi inaceitável. E, em outro ponto da organização da festa, a administração municipal também precisa melhorar a gestão do trânsito nas dispersões. Na segunda-feira, por exemplo, havia crianças e idosos presos em carros nas vias do Centro, incapazes de se locomover. Por outro lado, o governo do Estado acertou ao oferecer premiação extra aos blocos de rua, ainda que o valor tenha sido insuficiente para a dimensão do evento.
A propósito, vale esclarecer: o vice-governador Ricardo Ferraço participou dessa iniciativa ou o gesto partiu apenas do governador Casagrande? A dúvida é pertinente, especialmente lembrando que Ferraço esteve ausente na abertura da Flinc, um dos eventos culturais mais marcantes de 2025 no ES.
No campo eleitoral, início de abril marca o prazo de desincompatibilização para Arnaldinho e Lorenzo. Caso disputem cargos maiores, seus vices assumirão as prefeituras de Vila Velha e Vitória. A cidade então conhecerá os estilos de Cris Samorini e Cael Linhalis. Continuidade ou mudança? Fidelidade ao grupo político ou autonomia?
Por fim, há a velha questão que insiste em permanecer: a água escura das praias de Vitória. Em pleno verão, com turistas na cidade, a cor barrenta segue sem explicação convincente. Nem secretarias ambientais nem a Cesan conseguem dar respostas claras, deixando moradores sem saber se podem entrar no mar com segurança.
Que 2026 cumpra tudo o que promete. Porque já começou.

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