Atualizado em 12/02/2026 – 07:50
A produção de petróleo do Espírito Santo registrou crescimento de 24,5% em 2025, o que levou o Estado a retomar, após seis anos, a segunda colocação no ranking nacional de maiores produtores, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro. A média anual alcançou 192,9 mil barris por dia (bbl/d), resultado que reposiciona o Espírito Santo no cenário energético brasileiro.
Os dados são do Painel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados no final de janeiro de 2026 e compilados pelo Observatório Findes. Entre 2007 e 2018, o Espírito Santo manteve de forma recorrente a segunda posição no ranking nacional, sendo superado por São Paulo no período entre 2019 e 2024.
De acordo com informações da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), o desempenho da produção de petróleo e gás teve impacto direto na indústria extrativa do Estado. Em 2025, o segmento — formado pelas atividades de petróleo, gás e mineração — apresentou crescimento de 18,3%, conforme a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor de óleo e gás reúne mais de 600 empresas no Espírito Santo, que empregam cerca de 15 mil trabalhadores formais.

Em âmbito nacional, a produção média de petróleo atingiu 3,8 milhões de barris por dia (bbl/d) em 2025, segundo a ANP, o que representa um crescimento de 12,2% em relação a 2024. Já a produção média de gás natural no país foi de 179,0 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), com alta de 16,9% na mesma base de comparação.
A produção de petróleo e de gás natural no Espírito Santo apresentou desempenho positivo ao longo de 2025. A extração de petróleo alcançou média de 192,9 mil barris por dia (bbl/d), com destaque para a produção offshore (no mar), que somou 185,5 mil bbl/d, um aumento de 25,9% em relação a 2024. Já a produção onshore (em terra) foi de 7,4 mil bbl/d, queda de 1,7%.
A produção média de gás natural no Estado foi de 5,1 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) em 2025, crescimento de 39,5% em comparação com o ano anterior. O avanço foi puxado pelo offshore, com alta de 41,6%, enquanto o onshore retraiu 23,5%.

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