Pensando em ano novo que começa hoje, quis fazer uma lista de desejos bonitos. Uma sequência de possibilidades de acontecimentos aleatórios que a mim agradariam, e quem sabe não seja também bons votos pra você.
Sair cantando Liniker pela rua com alguém que faça sentido em Veludo marrom, Tudo e Febre. Ter companhia pra cantar Evidências e dançar a música que for a música do carnaval.
Contar histórias aleatórias, velhas, novas, inventadas, lidas ou de verdade, mas em profusão. Ouvir histórias inventadas, engraçadas, tristes, com reviravoltas ou sem reviravoltas, mas que sejam boas.
Conhecer uma praia nova, conhecer um amor novo (pode ser o mesmo de antes visto de um outro ângulo), conhecer uma cidade nova, conhecer uma palavra nova, conhecer uma amiga nova, uma bruxaria nova.
Saúde também, toda vez que você espirrar, mas também que você espirre pouco. E com isso acabo desejando menos profusão de pó de minério na cidade de Vitória para um ano novo feliz aos alérgicos.
Dinheiros aleatórios aparecendo sei lá de onde, mas com facilidade, alegria e glória. E banho de espuma. E banho de chuva. E casais bonitos e legais que a gente gosta de shippar e sentar junto pra comer besteira e tomar cerveja e rir.
Principalmente, desejo curvas, caminhos, cheiros agradáveis (e possíveis na medida em que já acabamos aqui com a rinite alérgica). Novas sobremesas, novos jeitos de comer salada. Risadas. Mãe viva e presente. Colo.
Abracinhos de crianças sujas de parquinho que ainda assim fazem questão de demonstrar o afeto que tem por você com sua sujeira de mão grudando (ficam mais lindas assim). E aqueles agudinhos que elas fazem quando veem gente que elas gostam. Quero abracinhos e agudinhos de crianças.
Constantemente, ler com criança as mais diversas histórias e poemas (rimados ou não). Ainda quero ler com adultos toda sorte de poemas bonitos. Receber um poema feito na medida da minha cintura. Mostrar um poema feito na medida de uma paixão.
Escrever muitos, muitíssimos, poemas de amor. Ter histórias alegres pra contar. Ou simplesmente um tempo calmo de inventar. E uma rede pra deitar. E pipoca.
Acho que vai ser um ano bom.

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