Atualizado em 14/01/2026 – 06:43
O Carnaval de Vitória de 2026 está se aproximando, desta vez com os desfiles do Grupo Especial divididos entre os dias 6 e 7 de fevereiro. E o VIXFeed continua, nesta quarta-feira (14), a publicar uma série de matérias detalhando a história e também as letras dos sambas-enredo, para que o público chegue em sintonia para a festa no Sambão do Povo.
Encerrando o segundo dia de desfiles, a Andaraí leva para a avenida o enredo “01/12/1946”, que resgata o nascimento da agremiação e transforma a própria trajetória em tema central, com um olhar voltado para suas origens.
A história parte da data em que a escola surgiu como bloco e acompanha sua evolução até se consolidar como escola de samba. O enredo se apoia no mapa astral da Andaraí (sagitariana com ascendente em Áries) e em suas raízes nas religiões de matriz africana, ao se apresentar como filha de Oxumarê, senhor do arco-íris e da transformação, para contar a relação com a comunidade, as conquistas e os elementos que moldaram sua identidade ao longo de quase oito décadas.
Interpretado por Emerson Dias, o samba-enredo já está disponível para escuta no canal do Youtube e no Spotify da Liga das Escolas de Samba do Carnaval de Vitória (Liesge). A composição é assinada por Lourival das Neves, Jefinho Rodrigues, Gibson Muniz, Matheus Rosenthal e Gilson Bernini.
Veja o samba e a letra:
01/12/1946
Arroboboi oxumarê
Hora de agradecer, nosso lugar é aqui
Quem tem fé, faz o sonho acontecer
Na constelação andaraí
Uma estrela cadente riscou
O céu do mulembá abençoado
O sol em sagitário confirmou
Flecha lançada, destino traçado
Uma serpente dourada
No arco-iris desceu
Em aries, a felicidade
A inspiração vem da paixão do futebol
Caxias, um parceiro de verdade
Nos orixas…a luz da ancestralidade
Vem com o que tem
Onde tudo começou
Nesse manto verde e rosa, uma história de amor
Puro veneno, batucada de primeira
Nossa madrinha quem é… mangueira!
Yes nós temos bahia
Mistério à luz do luar
Pedras preciosas, magia das cores
Santa Martha, o dom de superar
Na travessia dos portais da ilusão
Cantamos pra vovó e pra infância
Pinga marvada pra curtir a emoção
Tantos momentos que ficaram na lembrança
Cada desfile é corpo, alma e coração
A malandragem é não perder a esperança

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