O governador Ricardo Ferraço (MDB) recebeu na noite desta sexta-feira (16) entidades, lideranças e trabalhadores das artes e da cultura no Comitê Central de sua campanha, na Praia do Canto, em Vitória. O “Encontro da Cultura com Ricardo” reuniu o setor em torno de um balanço das políticas culturais construídas nos últimos anos no Espírito Santo e se transformou em um ato de mobilização para a reta final do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Ferraço abriu a fala lembrando o papel transformador da cultura no cotidiano e defendeu que o estado criou, nos últimos anos, condições para que o setor pudesse “não apenas respirar, mas se reinventar”. Citou o Fundo de Cultura, os mecanismos de incentivo e a recuperação do patrimônio histórico como marcas dessa trajetória. “Onde você anda no Espírito Santo, a nossa memória está viva, está recuperada, está vibrante”, afirmou.

Manter, continuar e avançar

O governador assumiu o cargo em abril, quando Renato Casagrande (PSB) deixou o Palácio Anchieta para disputar o Senado, e garantiu que a transição não interrompeu nenhuma frente. “A gente não viu parar nada. Está tudo andando de forma acelerada”, disse.

Para os próximos quatro anos, prometeu ir além da manutenção. “Meu compromisso com vocês é manter, mas não apenas manter. Dar continuidade, mas não apenas dar continuidade. Fazer avançar, e avançar com velocidade.”

Contraste com Vitória

Ferraço também traçou um contraste com o adversário, o ex-prefeito da capital Lorenzo Pazolini (Republicanos). “Enquanto a cultura do Estado evoluía, avançava, a cultura de Vitória fazia o quê?”, questionou. Casagrande, que participou do encontro, havia classificado Pazolini como adversário “da cultura, da liberdade e da democracia”, frase que Ferraço retomou em seu discurso.

A disputa pelos indecisos

O foco da noite foi a mobilização. Ferraço afirmou que um terço do eleitorado deve decidir o voto na última semana de campanha e pediu que os presentes conversem com amigos, vizinhos e trabalhadores. “Não tem terceiro turno. Só tem segundo turno”, disse.

O governador lembrou que o Espírito Santo é o único estado do Sul e do Sudeste em que a disputa pelo governo segue em aberto e comparou o momento a 2022, quando a chapa formada por Casagrande e por ele, como vice, venceu um segundo turno apertado. “A história está se repetindo”, afirmou.

O encontro terminou com o governador puxando o coro da plateia: “Não é retrocesso. Vamos virar”.

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Feito no Espírito Santo.