Atualizado em 02/08/2026 – 13:24
Em convenção realizada neste domingo (2) em São Paulo, presidente também destacou investimentos em educação, combate à violência contra a mulher e a necessidade de eleger uma base ampla no Congresso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste domingo, durante a convenção nacional que oficializou sua candidatura à reeleição, que a campanha de 2026 deverá ser sustentada principalmente pelas entregas realizadas pelo governo federal.
Ao discursar para dirigentes, parlamentares, ministros e apoiadores reunidos em São Paulo, Lula disse que a confiança do eleitor está relacionada ao legado construído durante o mandato. Para ele, uma campanha não deve apresentar uma extensa lista de promessas sem antes prestar contas do que já foi realizado.
O evento confirmou Lula como candidato à Presidência da República e Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente. A definição ocorreu dentro do período estabelecido pela Justiça Eleitoral para a realização das convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto. Após essa etapa, os partidos devem solicitar o registro das candidaturas.
Durante a fala, Lula elogiou a atuação de Alckmin no governo, mencionando sua experiência administrativa, sua capacidade de articulação política e a relação de confiança construída entre os dois. O presidente também destacou a presença do governo federal nos estados e municípios, citando obras, equipamentos e projetos executados em parceria com as prefeituras.
Segundo Lula, integrantes da campanha poderão percorrer o país apresentando ações realizadas pelo governo em diferentes áreas. O presidente afirmou que essa prestação de contas deverá ocupar o centro da comunicação eleitoral.
Outro ponto abordado foi o uso da inteligência artificial na produção de conteúdos falsos. Lula alertou para a possibilidade de ferramentas digitais serem utilizadas para espalhar mentiras e interferir no debate eleitoral. Ele defendeu que a campanha responda a esse cenário com informações sobre políticas públicas e resultados do governo.
Na educação, o presidente citou o programa Pé-de-Meia, criado para oferecer incentivo financeiro a estudantes do ensino médio público inscritos no Cadastro Único. A iniciativa busca reduzir a evasão escolar e estimular a conclusão dos estudos. Lula comparou os custos da educação com os gastos do sistema prisional e argumentou que investir na permanência dos jovens nas escolas representa uma escolha social e econômica para o país.
O presidente também afirmou que um eventual novo mandato deverá ampliar investimentos em educação, ciência, pesquisa e tecnologia. Ele defendeu a construção de projetos de longo prazo e disse que o país precisará enfrentar problemas estruturais com medidas que ultrapassem a duração de um único governo.
A violência contra a mulher apareceu entre os temas mais enfáticos do discurso. Lula afirmou que o governo precisa assumir uma posição firme contra as agressões e declarou que não pretende relativizar o tema por razões eleitorais.
O presidente ainda pediu apoio às candidaturas do campo governista para a Câmara dos Deputados e o Senado. Segundo ele, a composição do Congresso será decisiva para a aprovação de projetos e para a condução de um eventual novo mandato.
Ao relembrar a história do Partido dos Trabalhadores, Lula mencionou a participação dos movimentos sindicais, a organização popular e as disputas eleitorais realizadas desde 1989. Também afirmou que o partido contribuiu para aproximar diferentes correntes da esquerda e consolidar a participação democrática como caminho para a chegada ao governo.
A convenção deste domingo representa a etapa formal de escolha da chapa presidencial. Conforme o calendário eleitoral, a campanha nas ruas e na internet começa oficialmente em 16 de agosto. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.

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