Atualizado em 28/03/2025 – 07:38
O Espírito Santo já registrou 12.050 casos confirmados de dengue em 2025, conforme divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) no último boletim epidemiológico da doença nesta quinta-feira (27).
Nas últimas quatro semanas, os municípios capixabas que tiveram uma maior incidência da doença foram, em ordem, Marilândia, Muniz Freire, João Neiva, Fundão e Santa Teresa.
A dengue é considerada uma arbovirose, uma doença causada por um vírus e que é transmitida por meio da picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Ele também pode causar Chikungunya e Zika.
Os sintomas da doença são: febre alta (maior que 38°C), dor no corpo e articulações, náuseas e vômitos, dor atrás dos olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.
Dengue tipo 3
O Espírito Santo registrou dois casos confirmados de dengue tipo 3, confirmados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Espirito Santo (Lacen/ES), da Sesa. O primeiro foi registrado em 22 de fevereiro deste ano, de uma jovem de 19 anos, moradora de Vitória. Já o segundo foi o de um homem que reside em Santa Maria de Jetibá, região Serrana do estado. Ambos se recuperaram da doença.
Antes destes dois casos, o último havia sido registrado há mais de 10 anos. A informação foi confirmada pela Sesa que afirma que “a circulação do sorotipo 3 da dengue no Espírito Santo já era esperada, considerando sua presença em estados vizinhos e o intenso fluxo de pessoas entre as regiões”.
O sorotipo 3 é um vírus que traz os mesmos sintomas dos demais, mas levanta uma necessidade de maior vigilância. De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, a circulação é preocupante devido à possibilidade de internações pela doença.
“Por existir uma grande parcela da população que nunca teve contato com este tipo de vírus, o número de pessoas adoecidas pode aumentar levando a um aumento também de internações. Vamos manter o monitoramento dos casos e definir ações específicas, que serão debatidas dentro do Centro Integrado de Comando e Controle das Arboviroses que instituímos recentemente”, frisou Hoffmann.
Como se prevenir
- Limpar o quintal, jogando fora o que não é utilizado;
- Tirar água dos pratos de plantas;
- Colocar garrafas vazias de cabeça para baixo;
- Tampar tonéis, depósitos de água, caixas d’água e qualquer tipo de recipiente que possa
reservar água; - Manter os quintais bem varridos, eliminando recipientes que possam acumular água, como
tampinha de garrafa, folhas e sacolas plásticas; - Escovar bem as bordas dos recipientes (vasilha de água e comida de animais, pratos de plantas,
tonéis e caixas d’água) e mantê-los sempre limpos.
Casos
Os boletins com as informações sobre casos de dengue são atualizados e publicados semanalmente, e podem ser acessados no site: https://mosquito.saude.es.gov.br/boletins.
Dados diários podem ser conferidos no Painel de Monitoramento da Dengue no Espírito Santo.
O desempenho da vacinação contra a dengue pode ser conferido no site Vacina e Confia.
Manejo
Os hospitais da rede pública seguem o protocolo de manejo clínico conforme Nota Técnica 01/2024, em conformidade com orientações do Ministério da Saúde (MS) para o atendimento a pacientes com dengue. O protocolo prevê o tratamento sintomático, medidas de suporte e hidratação venosa, conforme a classificação do paciente nos estágios da doença (A, B, C e D).
O atendimento é realizado de acordo com a gravidade do caso, garantindo a hidratação adequada e o suporte necessário. Para casos mais graves, como pacientes com hipotensão, são adotadas medidas para estabilização do quadro clínico. Importante destacar que não há tratamento específico ou medicamento exclusivo para a dengue, sendo o manejo clínico a principal abordagem para minimizar complicações.
Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que têm doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, apresentam maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte. Dessa forma, a Sesa reforça a importância da prevenção como a melhor forma de combate à dengue, eliminando focos do mosquito Aedes aegypti e buscando atendimento médico ao primeiro sinal de sintomas.

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